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Diagnóstico de dengue por ultrassom abdominal: entenda

Equipe Clínica Rossetti

Primeiramente, é importante lembrar que a  dengue é uma doença viral cuja transmissão ocorre principalmente através do mosquito Aedes aegypti, o qual se desenvolve com facilidade em áreas tropicais e subtropicais.

Neste sentido, vale ressaltar que o contágio acontece pela picada do inseto, sendo que apenas os mosquitos previamente infectados transmitem a doença.

Em geral, o diagnóstico da dengue é realizado com base nos sintomas clínicos e confirmado por exames laboratoriais, tais como a sorologia e a biologia molecular. Além disso, o ultrassom abdominal atua como um importante exame complementar, visto que auxilia na identificação precoce de eventuais complicações.

Diante desse cenário, este artigo demonstrará como a ultrassonografia abdominal pode ser fundamental para identificar sinais de alerta e prevenir o agravamento do quadro.

Transmissão

Conforme já exposto, a transmissão da dengue ocorre por meio da picada do mosquito Aedes aegypti.

Ou seja, os mosquitos põem ovos perto de água parada em recipientes que contenham água, como baldes, tigelas, pratos de animais, vasos de flores e vasos.

O Aedes aegypti fêmea é quem pica (necessita de sangue para maturar seus ovos). Suas picadas costumam ser indolores (devido a substâncias anestésicas na saliva) e concentram-se principalmente nas pernas e tornozelos.

Além disso, os ovos do mosquito são extremamente resistentes e podem sobreviver secos por até um ano no ambiente à espera de água para eclodir.

Importante ressaltar que os mosquitos que transmitem chikungunya e zika picam também durante o dia e a noite.

Os mosquitos são infectados quando picam uma pessoa infectada com o vírus.

Dificilmente, a dengue pode ser transmitida por transfusão de sangue, transplante de órgãos ou por picada de agulha.

No entanto, é possível que ocorra a transmissão de uma mulher grávida infectada ao feto.

Sintomas

Os principais sintomas da doença são:

  • Febre alta
  • Forte dor de cabeça
  • Dor atrás dos olhos
  • Perda do paladar e apetite
  • Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores
  • Náuseas e vômitos
  • Tontura
  • Extremo cansaço
  • Moleza e dor no corpo
  • Muitas dores nos ossos e articulações
  • Dor abdominal (principalmente em crianças)

Os sintomas leves da dengue podem ser confundidos com outras doenças que causam febre, dores ou erupções cutâneas.

Eles geralmente duram de 2 a 7 dias e a maioria das pessoas se recuperam após uma semana.

Pode ocorrer dor extrema nas pernas e articulações nos primeiras sinais. A febre e outros sintomas persistem por 48 a 96 horas, seguidos de sudorese.

Por outro lado, a dengue hemorrágica é uma reação grave do organismo ao vírus da dengue.

A dengue hemorrágica ocorre em pessoas que são infectadas pela segunda vez, e pode ser diferenciada dos outros tipos de dengue por volta do terceiro dia com o surgimento de hemorragias após o aparecimento dos demais sintomas, como dor no fundo dos olhos, febre e dor pelo corpo.

Diagnóstico da dengue

O diagnóstico da Dengue é feito com base nos sintomas apresentados e exames laboratoriais incluindo sorologia e biologia molecular.

Um dos métodos padrão-ouro para identificação é o PCR. O exame PCR, ou RT-PCR, é um teste de laboratório extremamente sensível que é muito usado para confirmar a existência de infecções por vírus.

Com esse exame, é possível identificar a presença do material genético do vírus.

Não obstante, o ultrassom abdominal pode auxiliar no diagnóstico da dengue pois as características ultrassonográficas de espessamento da parede da vesícula biliar e ascite ajuda no diagnóstico da doença.

A ultrassonografia abdominal é um importante complemento ao perfil clínico no diagnóstico da dengue e pode ajudar a direcionar investigações confirmatórias.

A sorologia é o principal método para o diagnóstico da dengue, mas o diagnóstico costuma ser tardio devido ao tempo necessário para obter os resultados.

Com a ultrassonografia, é possível realizar um diagnóstico mais precoce no curso da doença, em comparação com outros métodos.

No entanto, a principal limitação é o espessamento da vesícula biliar sendo um achado inespecífico e que ocorre em outras infecções virais e leptospirose.

Mesmo em outras infecções virais, a evolução dos sintomas e os achados físicos ainda sim será possível identificar que trata-se de dengue.

A Clínica Rossetti se destaca no serviço de ultrassonografia abdominal principalmente por agregar tecnologia moderna, corpo clínico especializado e agilidade nos laudos, sendo referência na região de Americana/SP.

A utilização de ultrassons de última geração com transdutores de alta frequência, que garantem imagens nítidas da parede abdominal.

Tratamento e prevenção

Não há tratamento específico para a dengue e os medicamentos recomendados tratam apenas os sintomas.

A vacina contra a dengue já está disponível desde 2015.

Anteriormente, a vacinação exigia comprovação de infecção prévia. Hoje, uma nova vacina, aplicada em duas doses, permite vacinar tanto quem já teve dengue quanto quem nunca teve a doença.

Ela protege principalmente os casos mais graves, como a dengue hemorrágica.

A recomendação da vacina se aplica apenas a pessoas que já tiveram contato com o vírus, mesmo que não tenham apresentado sintomas.

Algumas ações são importantes para a prevenção e combate contra a dengue.

São ela:

  • Manter a caixa d’água está bem tampada
  • Deixar as lixeiras tampadas
  • Colocar areia nos pratos de plantas.
  • Recolher e acondicionar o lixo do quintal
  • Limpar as calhas
  • Cobrir piscinas
  • Tampar os ralos
  • Limpar a bandeja externa da geladeira
  • Limpar a bandeja coletora de água do ar-condicionado.
  • Cobrir cisterna
  • Cobrir os reservatórios de água

Além desses cuidados, ainda é preciso:

  • Usar repelente
  • Cobrir a maior parte do corpo com roupas claras
  • Colocar telas em janelas e portas

Com a chegada do verão o número de casos aumenta, calor e as chuvas criam condições mais favoráveis à reprodução.

Considerações finais

Em suma, a dengue representa um desafio significativo de saúde pública devido à sua rápida transmissão pelo mosquito Aedes aegypti e à ampla variedade de sintomas que afetam o bem-estar do paciente.

Embora a confirmação laboratorial por sorologia ou RT-PCR seja fundamental, a sorologia pode demorar para apresentar resultados. Nesse sentido, a ultrassonografia abdominal surge como uma ferramenta valiosa e ágil, permitindo a identificação precoce de sinais de alerta e complicações como o espessamento da parede da vesícula biliar e a ascite, ainda que tais achados exijam correlação com a evolução clínica do indivíduo.

Portanto, considerando que não existe um tratamento antiviral específico para a doença, a combinação entre a detecção ágil das complicações, a vacinação de pessoas já expostas e, acima de tudo, o combate rigoroso aos focos de água parada permanece como a estratégia mais eficaz para conter a proliferação do vetor e evitar formas graves da doença.

FAQ: Dengue e o papel do ultrassom abdominal

1.Como ocorre a transmissão da dengue?

A fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada transmite o vírus da dengue ao picar uma pessoa.

O mosquito se reproduz especialmente em recipientes com água parada, por isso eliminar possíveis criadouros continua sendo uma das principais medidas de prevenção.

2. Quais são os principais sintomas da dengue?

Febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares e articulares, cansaço, náuseas, vômitos e manchas na pele estão entre os sintomas mais frequentes. Dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva e acúmulo de líquidos são sinais de alerta e exigem avaliação médica imediata.

3. Como o médico diagnostica a dengue?

O diagnóstico considera os sintomas, o histórico clínico e a situação epidemiológica. Quando necessário, o médico pode complementar a investigação com exames como pesquisa do antígeno NS1, RT-PCR, sorologia e testes laboratoriais para acompanhar os níveis de hematócrito e plaquetas.

4. O ultrassom abdominal consegue diagnosticar dengue?

O médico não deve usar o ultrassom isoladamente para confirmar o diagnóstico de dengue. Ele atua como exame complementar e pode identificar alterações relacionadas ao extravasamento de plasma, como espessamento da parede da vesícula biliar e presença de líquido no abdômen.

Uma revisão sistemática publicada em 2025 encontrou associação significativa entre o espessamento da parede da vesícula identificado pelo ultrassom e casos de dengue grave.

5. Em quais situações o médico pode solicitar o ultrassom abdominal em casos de dengue?

Por fim, o médico pode indicar o exame para investigar sinais de alerta ou possíveis complicações, principalmente quando o paciente apresenta dor abdominal intensa, piora clínica ou suspeita de extravasamento de líquidos.

Para interpretar os achados corretamente, o médico deve avaliá-los em conjunto com os sintomas e os exames laboratoriais, já que algumas dessas alterações também aparecem em outras doenças.

Publicado em: 20 de agosto de 2026  ·  Atualizado: 20 de agosto de 2026