A leishmaniose visceral (também conhecida como calazar) é uma doença infecciosa grave e sistêmica, causada por protozoários e transmitida pela picada do mosquito-palha.
Como resultado de sua ação no organismo, ela afeta órgãos internos vitais, como o baço e o fígado. Além disso, caso não seja devidamente tratada, a doença torna-se fatal.
Em termos de distribuição geográfica, a leishmaniose visceral ocorre em partes da África, América do Sul, Ásia, sul da Europa e Oriente Médio. No entanto, a grande maioria dos casos se concentra no Brasil, Índia, Nepal, Iêmen e países da África Oriental.
Diante desse cenário, este artigo apresentará desde os seus principais sintomas e formas de diagnóstico até as opções de tratamento disponíveis e as melhores estratégias de prevenção.
A leishmaniose visceral é transmitida por meio da picada de insetos conhecidos como mosquito palha e tem como característica a coloração amarelada ou de cor palha e, em posição de repouso, suas asas permanecem eretas e semiabertas.
A transmissão acontece quando fêmeas infectadas picam cães ou outros animais infectados, e depois picam o homem, transmitindo o protozoário Leishmania chagasi, causador da Leishmaniose visceral.
A leishmaniose visceral é comum em regiões tropicais e subtropicais, onde os flebotomíneos proliferam em ambientes quentes e úmidos. As mudanças climáticas e as más condições de moradia aumentam o risco.
A doença afeta principalmente comunidades carentes devido às más condições de moradia, acesso limitado a serviços de saúde e sobretudo a desnutrição, o que enfraquece o sistema imunológico.
As pessoas com sistema imunológico enfraquecido, predisposição genética ou crianças e idosos, correm maior risco de desenvolver a forma grave da doença.
Certos fatores podem aumentar o risco de uma pessoa desenvolver leishmaniose visceral grave:
Um dos primeiros sinais da leishmaniose visceral é uma febre persistente que oscila ao longo de semanas ou até meses.
A febre costuma ser irregular e pode ser confundida com malária ou outras infecções comuns.
Ademais, apresentam outros sintomas como:
Em estágios avançados, a doença enfraquece o sistema imunológico, tornando os infectados vulneráveis a infecções oportunistas como pneumonia e tuberculose.
A redução das plaquetas também pode causar hematomas e sangramentos com facilidade. Sem tratamento imediato, a imunossupressão grave e infecções secundárias podem ser fatais.
A leishmaniose visceral compartilha muitos sintomas com outras doenças como malária, tuberculose, febre tifoide.
Um diagnóstico preciso e precoce é fundamental para evitar complicações e prevenir a morte.
Deve-se questionar sobre sintomas como febre persistente, perda de peso, fadiga e inchaço abdominal. O padrão e a duração da febre são importantes, visto que a leishmaniose visceral frequentemente causa picos febris irregulares.
No exame físico é preciso verificar o aumento do fígado e do baço é um indicador importante. O baço pode ser palpável abaixo da caixa torácica.
A perda de peso e atrofia muscular são comuns devido a doenças prolongadas.
Os exames de sangue são cruciais no diagnóstico da leishmaniose visceral, pois normalmente apresenta níveis baixos de glóbulos vermelhos (anemia), glóbulos brancos (leucopenia) e plaquetas (trombocitopenia).
Nesse contexto, o ultrassom abdominal se destaca como ferramenta não invasiva capaz de auxiliar na avaliação do fígado, do baço e de outras estruturas internas.
Assim, o exame permite observar alterações de tamanho e textura desses órgãos, contribuindo para uma investigação mais detalhada quando há indicação médica.
Vale destacar, entretanto, que o ultrassom não substitui os métodos considerados padrão ouro para confirmação da leishmaniose visceral, como o exame parasitológico da medula óssea.
De acordo com o Ministério da Saúde, o diagnóstico definitivo depende da identificação do parasita em material biológico, e os testes sorológicos, embora úteis, podem permanecer positivos mesmo após o tratamento, o que reforça a necessidade de avaliação clínica conjunta.
Dessa forma, o ultrassom funciona como um aliado na triagem inicial e no acompanhamento de pacientes com suspeita clínica, sempre integrado a outros exames laboratoriais e à avaliação médica. Consequentemente, ele ajuda a construir um quadro mais completo, sem, no entanto, fechar diagnóstico isoladamente.
Portanto, diante de febre persistente, cansaço frequente ou aumento do volume abdominal, o caminho mais seguro é procurar orientação médica.
A Clínica Rossetti conta com estrutura moderna para realização de ultrassom e outros exames de imagem em Americana, sempre com indicação médica e acompanhamento humanizado.
Em casos avançados ou quando há suspeita de complicações, outras técnicas de imagem podem ser utilizadas:
Para os os exames de imagem, a clínica Rossetti se na região de Americana/SP pelo conjunto de diferenciais que combinam infraestrutura, tecnologia de exames de imagem e foco na experiência do paciente.
A clínica disponibiliza uma estrutura preparada para exames complexos e rotineiros (como ressonância magnética, tomografia computadorizada), priorizando a precisão técnica e agilidade na entrega dos laudos.
O tratamento da leishmaniose visceral envolve o uso de medicamentos leishmanicidas específicos, além de suporte para tratar complicações como infecções bacterianas e anemia grave.
O tratamento de suporte é crucial, incluindo suporte nutricional com dietas hipercalóricas e suplementos para auxiliar na recuperação. Em casos de anemia grave, transfusões de sangue podem ser necessárias.
O mosquito-palha vive nas proximidades de residências, em locais úmidos mais escuros e com acúmulo de material orgânico, é necessário manter a casa limpa e o quintal livre dos criadouros de insetos.
Além disso, é possível se prevenir ao instalar telas nas janelas, embalar sempre o lixo e cuidar bem da saúde do cachorro, já que ele poderá ser um agente transmissor da doença para pessoas próximas e outros animais não diretamente.
A doença é transmitida pela picada do mosquito palha infectado, geralmente após ele picar cães ou outros animais contaminados. Por isso, cuidar do ambiente doméstico e da saúde dos cães ajuda a reduzir o risco de contágio.
Febre persistente e irregular, perda de peso, fadiga intensa e aumento do volume abdominal estão entre os sinais mais comuns. Como esses sintomas também aparecem em outras doenças, a avaliação médica é essencial para um diagnóstico correto.
O diagnóstico combina histórico clínico, exame físico e exames laboratoriais, incluindo hemograma e testes específicos. Em muitos casos, a confirmação depende da identificação do parasita em material biológico, geralmente obtido por meio de exame da medula óssea.
O ultrassom abdominal auxilia na avaliação do tamanho do fígado e do baço, além de identificar gânglios linfáticos aumentados. Dessa forma, ele contribui para reforçar achados clínicos, embora não substitua os exames considerados padrão ouro para confirmação da doença.
Sim, algumas medidas simples fazem diferença, como manter o quintal livre de acúmulo de matéria orgânica, instalar telas nas janelas e cuidar da saúde dos cães. Essas ações ajudam a reduzir a proliferação do mosquito transmissor e, consequentemente, o risco de novos casos.
Em suma, a leishmaniose visceral é uma zoonose grave, sistêmica e potencialmente fatal que afeta predominantemente populações vulneráveis em regiões tropicais, além de apresentar expressiva concentração de casos no Brasil.
Nesse contexto, sua transmissão pelo mosquito-palha está intimamente ligada a fatores socioambientais, como condições precárias de moradia e desnutrição, que consequentemente agravam o impacto da doença no organismo.
Por outro lado, como os sintomas iniciais (febre persistente, perda de peso e aumento do fígado e do baço) assemelham-se aos de outras infecções, a agilidade no diagnóstico clínico, laboratorial e por imagem torna-se determinante para evitar complicações letais.
O diagnóstico preciso depende da avaliação clínica, exames de sangue, testes sorológicos, enquanto o tratamento envolve principalmente medicamentos antiparasitários.
Dessa forma, o enfrentamento eficaz da doença exige uma abordagem integrada que combine o tratamento medicamentoso precoce do paciente com medidas rigorosas de prevenção, baseadas tanto no manejo ambiental e controle do vetor, quanto nos cuidados com os reservatórios caninos.

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