A Prosopagnosia, ou cegueira facial, ocorre quando não é possível identificar o rosto de uma pessoa.
A maioria das pessoas com Prosopagnosia nasce com ela e continuarão a ter essa condição durante a maior parte ou por toda a vida.
O distúrbio não tem a ver com sua visão real, embora possa ver claramente o rosto de uma pessoa, a Prosopagnosia pode dificultar a compreensão de quem ela é a primeira vista.
A Prosopagnosia pode decorrer de uma lesão na cabeça ou ser de nascença.
Existem duas formas:
- Prosopagnosia adquirida: Ocorre após danos ao cérebro. Muitas vezes envolve certas áreas que controlam a percepção e a memória do seu cérebro (seus lobos occipitais e lobos temporais).
Esta forma de Prosopagnosia é rara. A maioria das pessoas notará que tem esse tipo de distúrbio porque não consegue mais identificar as pessoas da maneira como antes.
No entanto, a Prosopagnosia pode aparecer após um derrame, isso sugere que a cegueira facial não começa em apenas uma área do seu cérebro.
- Prosopagnosia do desenvolvimento: A pessoa pode ser portadora, no entanto, sem ter tido danos cerebrais. Alguns dados mostram que pode haver um fator genético que causa a Prosopagnosia do desenvolvimento.
Interessante que muitas pessoas com esse tipo de transtorno também têm pelo menos um membro próximo da família.
Os estudiosos costumavam pensar que a maioria das pessoas tinha a doença após uma lesão, todavia, mais pessoas têm Prosopagnosia de desenvolvimento em vez de adquirida.
Assim na maioria das vezes, as pessoas nascem com a doença e não contraem por meio de lesões cerebrais.
Se a pessoa possui autismo ou outros distúrbios do desenvolvimento, como a síndrome de Williams ou a síndrome de Turner, é provável que também tenha Prosopagnosia.
Os especialistas acreditam que isso decorre da falta de interesse social em rostos e outros problemas relacionados às habilidades de processamento do cérebro.
Mas isso não significa que ser portador de autismo e outros distúrbios de desenvolvimento, terá Prosopagnosia.
O diagnóstico se dá por meio do neuropsicólogo.
Serão realizados testes que avaliam a capacidade de reconhecimento facial, como memorização e reconhecimento de rostos não conhecidos, reconhecimento de rostos famosos, detecção de semelhanças e diferenças ou expressões e estruturas faciais de diferentes rostos.
É solicitado pelo profissional, exames de imagem como ressonância magnética ou tomografia computadorizada para verificar alterações na área do cérebro responsável pelo sistema cognitivo visual.
Não existe uma forma específica de tratamento para a Prosopagnosia.
Também não há cura conhecida para o distúrbio.
Poucas terapias desenvolvidas foram bem sucedidas com pessoas afetadas, todavia, o que se tem são estratégias de reconhecimento como identificar as pessoas.
Para o tratamento, o médico deve considerar a idade em que desenvolveu a condição (uma versão adquirida), o tipo de Prosopagnosia que tem e a gravidade dela.
Algumas técnicas podem ajudar a identificar amigos e familiares como características do penteado, voz, altura, acessórios, roupas ou postura.
Identificar pessoas através de conversas e perguntas também é outro meio de reconhecimento.
Também é possível uso de recursos visuais como fotos ou crachás para memorizar a identidade de alguém.
Em condições de transtornos de ansiedade ou depressão causados pela Prosopagnosia, pode-se indicar o uso de remédios ansiolíticos ou antidepressivos.
Pode ser difícil identificar Prosopagnosia e isolar a dificuldade de outros sintomas comportamentais que podem ser resultado da doença.
As crianças podem apresentar as seguintes indicações:
Nesse caso, importante aplicar algumas técnicas que ajudam no desenvolvimento, tendo em vista que a Prosopagnosia não tem cura:
Trata-se de oposto da Prosopagnosia, o termo "super-reconhecedores" é utilizado para pessoas com capacidade de reconhecimento facial melhor que a média.
Os super reconhecedores conseguem memorizar e recordar milhares de rostos, muitas vezes tendo visto apenas uma vez.
Estima-se que 1% a 2% da população sejam super reconhecedores que podem se lembrar de 80% dos rostos que viram.
A atividade cerebral dos super-reconhecedores difere das pessoas comuns.
Eles mostram maior atividade eletrofisiológica ao processar o reconhecimento, o que significa que seus cérebros mostram atividade elétrica às vezes mais fortes do que a dos controles.
O psicólogo Josh Davis, da Universidade de Greenwich do Reino Unido desenvolveu um teste online capaz de identificar estes super-reconhecedores.
Quem reconhecer pelo menos oito rostos em oito segundos, significa que faz parte 1% da população mundial de super-reconhecedores.
Por fim, pode ser um desafio conviver com esse transtorno, pois a pessoa passará a imagem de rude ou distraído.
A convivência social se torna difícil, no qual muitas vezes pode determinar a perda de relacionamentos e oportunidades de trabalho.
Quando se é diagnosticado, a recomendação é ser direto e honesto com as pessoas sobre o transtorno.
Dessa forma, evitará eventuais mal-entendidos das pessoas.
Assim, cabe listar algumas pessoas conhecidas que possuem Prosopagnosia: o co-fundador da Apple, Steve Wozniak e o ator Brad Pitt.

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