A insulina é um hormônio essencial, pois transforma alimentos em energia e controla os níveis de açúcar no sangue. Sabendo disso, vale destacar que esse hormônio é produzido naturalmente pelo pâncreas.
No entanto, se o órgão não produz insulina suficiente ou se o corpo não a utiliza corretamente, isso acarretará níveis elevados de açúcar no sangue (hiperglicemia), levando, por consequência, ao diabetes.
Apesar de sua óbvia importância médica, ocorre que foi disseminado o uso da insulina em pessoas saudáveis com o objetivo de ganho de massa muscular. Essa tendência, torna a prática extremamente perigosa e potencialmente fatal.
Mas qual seria, afinal, a razão do uso da insulina como anabolizante? Com o intuito de esclarecer essa questão, nesse artigo traremos a resposta e os riscos reais desse uso.
A insulina transporta a glicose, proveniente dos alimentos e bebidas, do sangue para as células de todo o corpo, sendo, portanto, a principal fonte de energia para o organismo.
Contudo, quando há insulina insuficiente, a glicose não consegue entrar nas células e, em vez disso, se acumula no sangue.
Esse processo acaba acarretando o aumento do açúcar na corrente sanguínea e, por fim, ao diabetes. Além disso, a falta total de insulina por um período prolongado leva a uma complicação potencialmente fatal chamada cetoacidose diabética.
Enquanto esse hormônio reduz o nível de açúcar no sangue, por outro lado, existe outro hormônio chamado glucagon, que aumenta o nível de glicose naturalmente. Desse modo, a ação conjunta de ambos equilibra o nível de açúcar no sangue e o mantém em uma faixa saudável.
Os esteroides anabolizantes há muito tempo são as substâncias químicas preferidas pelos fisiculturistas que desejam ganhar massa muscular. No entanto, essas substâncias trazem muito malefícios e também são identificados por meio do exame de sangue.
A insulina, no entanto, não faz nada disso, o que a torna especialmente atraente para fisiculturistas que desejam ajuda para alcançar a aparência desejada.
Há uma tendência entre atletas de alto rendimento e também para fisiculturistas não competitivos o uso da insulina para o ganho de massa muscular.
Ocorre e o uso da insulina para esse efeito tem consequências potencialmente fatais.
Entre esse público, a insulina é administrada em conjunto com o hormônio do crescimento humano e, às vezes, também com esteroides, o que eleva a potencialidade do perigo.
Importante ressaltar que não há comprovação científica de que a insulina realmente ajude aumentar a massa muscular ou a melhorar o desempenho.
Os fisiculturistas tomam a insulina quando das refeições, acreditando que o corpo absorverá e utilizará melhor as calorias e desse modo acreditam que esse hormônio ajuda a evitar a degradação muscular.
O uso desnecessário da insulina em pessoas não diabéticas pode ser fatal se o fisiculturista tomar uma dose muito alta ou em um horário inadequado, a glicose perigosamente diminui e a pessoa pode entrar em coma.
Segundo os fisiculturistas que utilizam a insulina para o crescimento muscular, alegam que após um treino intenso, os músculos entram em um estado conhecido como "janela anabólica".
Durante esse período, que geralmente dura até 3 horas após o exercício, os músculos estão receptivos aos nutrientes para reparação e crescimento. Desse modo, é uma janela de oportunidade onde o corpo está preparado para maximizar os benefícios alimentar.
Após o treino, os músculos precisam de combustível para repor os estoques de glicogênio e iniciar o processo de reparação e a insulina facilita isso, transportando glicose e aminoácidos da refeição pós-treino para as células musculares.
Assim, cria um ambiente anabólico permitindo que os músculos se reconstruam mais fortes e se recuperem mais rapidamente, resultando, em melhor desempenho e crescimento muscular.
O uso da insulina por pessoas que não são diabéticas, pode ocasionar:
Esse é o risco mais imediato pois uma dose pode ser letal, mas pode variar de pessoa para pessoa, dia para dia, dependendo de alimentação, exercício e sensibilidade individual.
A hipoglicemia severa pode causar:
O efeito da insulina pode ocasionar a queda da glicemia horas depois da aplicação, inclusive durante o sono, momento em que a pessoa não percebe os sintomas de alerta (tremor, sudorese, confusão) e não consegue agir a tempo.
Quem usa insulina sem ser diabético geralmente não tem o monitoramento e desse modo os riscos para efeitos graves é maior.
A longo prazo, os riscos do uso indevido da insulina pode gerar:
O uso combinado com esteroides aumenta os riscos cardiovasculares e metabólicos de forma difícil de prever.
Em suma, fica evidente que a insulina desempenha um papel vital no organismo humano ao regular os níveis de glicose e garantir a energia necessária para as células.
Contudo, a sua popularização no ambiente do fisiculturismo como um agente anabolizante representa um equívoco perigoso e sem qualquer base científica que comprove sua eficácia no ganho real de massa muscular.
Diante disso, o uso indiscriminado desse hormônio por indivíduos saudáveis reverte o seu propósito vital em uma ameaça severa à vida.
Além de falhar em entregar os resultados estéticos prometidos no pós-treino, a aplicação de insulina sem indicação médica abre portas para quadros graves de hipoglicemia, sequelas neurológicas irreversíveis, coma e, em última análise, a morte súbita.
Ademais, os danos a longo prazo, como a disfunção do pâncreas e o acúmulo de gordura corporal, anulam qualquer suposto benefício que atletas amadores ou profissionais busquem alcançar.
Portanto, conclui-se que a busca pelo corpo ideal não deve negligenciar os limites da fisiologia humana.
Por essa razão, é fundamental disseminar informações corretas e alertar sobre os riscos dessa prática, reforçando que a saúde e a integridade física devem sempre preceder as ilusões de um ganho estético imediato e desprovido de segurança.
Alguns praticantes de fisiculturismo acreditam que a insulina ajuda a transportar glicose e aminoácidos para os músculos após o treino, favorecendo recuperação e crescimento.
No entanto, esse uso não tem comprovação segura para pessoas saudáveis e pode ser extremamente perigoso.
Não. A insulina é um hormônio essencial para o controle da glicose no sangue, especialmente em pessoas com diabetes. Usá-la como estratégia estética ou esportiva distorce sua função médica e expõe o organismo a riscos graves.
O maior risco é a hipoglicemia grave, uma queda perigosa do açúcar no sangue que pode causar tremores, suor frio, confusão mental, convulsões, coma e até morte.
Sim. A combinação com outras substâncias pode tornar os efeitos metabólicos e cardiovasculares ainda mais imprevisíveis, aumentando riscos para o coração, fígado, pâncreas e equilíbrio hormonal.
Não existe indicação segura para o uso de insulina com finalidade estética ou para ganho de massa muscular em pessoas saudáveis. Esse hormônio deve ser usado apenas com prescrição, acompanhamento médico e monitoramento adequado.

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