A perda de peso é essencial para a saúde, sobretudo, quando há sobrepeso ou há obesidade.
O emagrecimento melhora a glicemia, diminui o risco cardiovascular, a saúde das articulações e a mobilidade.
Seja por meio de mudanças no estilo de vida, cirurgia bariátrica ou medicamentos como Ozempic, Wegovy ou Mounjaro, reduzir o excesso de peso para se ter mais qualidade de vida.
Ocorre que quando decidido pelo emagrecimento, algo é esquecido, a saúde óssea.
Quando se perde peso muito rapidamente ou em grande quantidade a saúde óssea é afetada, tornando os ossos mais finos e mais propensos a fraturas.
A perda óssea pode ocorrer em qualquer idade durante o processo de emagrecimento, principalmente se for rápida ou sem o devido acompanhamento.
No entanto, perda de peso e saúde óssea não precisam ser incompatíveis, há medidas que podem proteger os ossos com o emagrecimento for demasiadamente rápido ou em grande quantidade.
Os ossos são tecidos que se remodelam em resposta às forças exercidas sobre eles. Quando o peso diminui, a carga mecânica sobre os ossos também diminui e quando menos carga, os ossos recebem menos sinais para manter sua densidade e resistência.
A perda de peso rápida por meio de restrição calórica, alguns tratamentos médicos ou cirurgia bariátrica pode acelerar esse processo.
Por outro lado, a perda de peso moderada pode resultar em redução mensurável da densidade óssea, por isso um emagrecimento devagar e sobretudo bem fundamentada é essencial para a saúde a longo prazo.
Os medicamentos como a semaglutida (Ozempic, Wegovy) e a tirzepatida (Mounjaro) revolucionaram o tratamento médico do emagrecimento.
A atuação dessas substancias atuam em hormônios que reduzem o apetite e auxiliam no controle da glicemia, resultando em perda de peso eficaz.
As pesquisas demonstram que esses medicamentos não aumentam o risco de fraturas e podem, em alguns casos ajudar a preservar a estrutura óssea, chegando, inclusive promover a formação óssea e reduzir a reabsorção óssea.
No entanto, é importante ressaltar que esses medicamentos são eficazes para a perda de peso, no entanto, reduz a carga mecânica sobre os ossos. É por isso que o acompanhamento médico continua sendo necessário para que a perda de peso contribua para todos os aspectos da saúde.
A atividade física regular é uma medida efetiva para a proteção da saúde óssea quando do emagrecimento, sobretudo os exercícios físicos com carga e resistência, isso estimula os ossos a manterem sua densidade e força.
As pesquisas mostram que indivíduos que combinam exercícios físicos com medicamentos para emagrecimento mantêm maior densidade óssea.
Isso ocorre em comparação com aqueles que usam apenas medicação ou dieta, incluindo o uso de semaglutida (Ozempic, Wegovy) e tirzepatida (Mounjaro).
Quem segue um programa de exercícios físicos pode alcançar uma perda de peso igual ou até superior à de quem toma apenas medicação.
Além disso, a prática ajuda a preservar a densidade óssea em áreas importantes, como o quadril e a coluna.
Opções práticas de exercícios incluem:
Já a nutrição é outro pilar da saúde óssea, sendo que o cálcio, vitamina D e proteína são particularmente importantes durante a perda de peso.
O cálcio é essencial para a estrutura óssea e a fonte está nos alimentos que contém laticínios, vegetais folhas verdes e nozes e a vitamina D auxilia na absorção de cálcio e na saúde óssea.
A proteína é fundamental para manter a massa muscular e a matriz óssea durante a perda de peso.
Por isso, incluir em cada refeição alimentos como peixe, carnes magras, ovos, leguminosas, laticínios e soja ajuda a preservar o tecido magro e a apoiar o metabolismo durante o déficit calórico.
Por outro lado, as dietas restritivas que excluem grupos alimentares inteiros sem orientação médica, elas podem criar deficiências nutricionais que prejudicam a saúde óssea.
O estrogênio é um hormônio que desempenha um papel fundamental na redução da reabsorção óssea e, à medida que os níveis diminuem, a remodelação óssea aumenta, elevando o risco de osteoporose.
A perda de peso durante a perimenopausa ou menopausa pode agravar esse risco. Por isso, a alimentação deve incluir quantidades adequadas de cálcio, vitamina D e proteína, juntamente com exercícios regulares de resistência e sustentação de peso.
A perda de peso durante esse período crítico pode agravar ainda mais o risco de fragilidade esquelética.
Isso acontece porque o tecido adiposo (a gordura corporal) atua como uma fonte secundária de estrogênio e produz uma carga mecânica protetora sobre a estrutura óssea.
Ao reduzir drasticamente o peso corporal, há uma diminuição dessa carga e da conversão hormonal residual, o que potencializa a perda de massa óssea.
A cirurgia bariátrica pode ser uma intervenção transformadora para pessoas com obesidade grave, mas requer cuidados específicos em relação à saúde óssea.
Esse procedimento que altera o trato digestivo podem afetar a absorção de nutrientes, principalmente cálcio e vitamina D, aumentando o risco de osteoporose se não forem gerenciados corretamente.
Desse modo, é importante monitorar a saúde óssea, manter a suplementação adequada e praticar exercícios físicos regulares.
A perda de peso é essencial para a saúde, sobretudo quando há sobrepeso ou há obesidade, trazendo benefícios indiscutíveis para a glicemia, o coração e as articulações.
Contudo, o impacto do emagrecimento sobre a saúde óssea não deve ser negligenciado.
A redução rápida da carga mecânica e possíveis deficiências nutricionais podem comprometer a densidade dos ossos e aumentar o risco de fraturas.
A proteção do esqueleto exige uma abordagem integrada em diversos cenários de emagrecimento.
Isso vale tanto para o uso de tratamentos modernos com Ozempic, Wegovy ou Mounjaro, quanto para o pós-cirurgia bariátrica ou fases críticas como a menopausa e a perimenopausa.
Para que a perda de peso seja verdadeiramente saudável e sustentável a longo prazo, é fundamental aliar o acompanhamento médico à prática regular de atividade física.
Essa atividade deve focar em exercícios de resistência e a uma nutrição adequada, garantindo o aporte essencial de cálcio, vitamina D e proteína.
Dessa forma, garante-se o emagrecimento sem renunciar à força, à mobilidade e à qualidade de vida.
Pode, principalmente quando a perda de peso é rápida, expressiva ou acompanhada por baixa ingestão de nutrientes. A redução da carga exercida sobre o esqueleto e possíveis deficiências de cálcio, vitamina D e proteína podem afetar a densidade óssea.
As evidências atuais não demonstram um aumento consistente do risco de fraturas associado a esses medicamentos. No entanto, os efeitos da perda de peso intensa sobre os ossos ainda estão sendo estudados, por isso o tratamento deve contar com acompanhamento médico.
É importante manter uma alimentação adequada, consumir proteínas, cálcio e vitamina D conforme orientação profissional e praticar exercícios de resistência e sustentação de peso.
Mulheres na menopausa ou perimenopausa, pessoas que passaram por cirurgia bariátrica, idosos, pacientes com histórico de fraturas e indivíduos que perderam muito peso em pouco tempo.
Não é necessária para todas as pessoas. Quando há fatores de risco ou previsão de perda significativa de peso, o médico pode indicar a densitometria para avaliar a densidade mineral óssea e acompanhar possíveis alterações.

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