O diagnóstico do câncer de ovário é um desafio, tendo em vista que nos estágios iniciais, a doença não apresenta sintomas.
O inicio da doença ocorre quando células anormais no ovário, na trompa de Falópio ou no peritônio crescem e se dividem de forma descontrolada, formando um tumor.
A ocorrência do câncer de ovário pode derivar de fatores genéticos, hormonais e ambientais.
Geralmente o tumor afeta mulheres após os quarenta anos.
Embora ainda não tenha determinado uma causa única e exata para o surgimento do câncer de ovário, a medicina identifica que a doença resulta de um acúmulo de mutações genéticas que levam à proliferação celular desordenada.
Algumas mulheres apresentam maior vulnerabilidade devido a fatores específicos:
Idade: A incidência aumenta significativamente com a idade. A maioria dos casos é diagnosticada em mulheres na pós-menopausa, pois o tempo de exposição a danos celulares e falhas nos mecanismos de reparo do DNA é maior.
Histórico Reprodutivo: Mulheres que nunca engravidaram ou que tiveram sua primeira gestação após os 35 anos apresentam um risco ligeiramente superior.
Histórico Familiar: Ter parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com a doença é um dos principais sinais de alerta, aproximadamente 15% a 20% dos casos estão ligados a mutações hereditárias.
Endometriose: Esta condição inflamatória crônica, onde o tecido endometrial cresce fora do útero, está associada a um risco maior de desenvolver tipos específicos de câncer de ovário.
O câncer de ovário pode se desenvolver e se espalhar mesmo sem nenhum sintoma, por isso a dificuldade na detecção precoce.
Os sintomas do câncer de ovário podem incluir:
Existem quatro estágios de câncer de ovário, sendo eles:
I : Este estágio é dividido em três subestágios. No primeiro subestágio, o câncer ocorre apenas em um ovário ou em uma trompa de falópio. No subestágio seguinte ocorre em ambos os ovários ou trompas de falópio, e no terceiro além de encontrar nos ovários, trompas, também está na parte exterior do órgão.
II : Nesse estágio também é dividido em subestágios. No primeiro o câncer não está mais apenas no ovário, mas também se espalhou para o útero. No segundo subestágio, a doença se espalhou para outras estruturas próximas da pélvis.
III : Nesse estágio, assim como os demais também são subdivididos. No primeiro subestágio o câncer se espalhou além da pelvis para o abdômen ou dentro dos gânglios linfáticos. No segundo subestágio o tumor tem até 2 centímetros de tamanho e se espalhou além da pélvis.
Depois disso, o câncer se moveu para fora da área da pélvis e é maior em tamanho (mais de 2 centímetros) ou pode estar dentro dos gânglios linfáticos, podendo afetar outros órgãos como o fígado e o baço.
IV : Esse estágio é o mais grave. Nesta fase, o câncer se espalhou para o interior de órgãos como o fígado ou o baço.
Importante ressaltar que ainda não há um teste de rastreio eficaz para o câncer de ovário, por essa razão a doença costuma ser difícil de diagnosticar nos estágios iniciais.
Ademais não existem exames de rastreio específicos para o câncer de ovário. Embora algumas mulheres diagnosticadas com câncer de ovário apresentem níveis elevados da proteína, o exame de sangue associado não é suficientemente preciso para o rastreio da doença.
O câncer de ovário é difícil de detectar em seus estágios iniciais devido aos seus sintomas aleatórios, por isso a maioria das pacientes com câncer de ovário não recebe o diagnóstico até que o tumor esteja realmente grande.
A doença responde muito bem à cirurgia e à quimioterapia, mas cerca de 70% das pacientes há recorrência.
No caso de suspeita de câncer de ovário são sugeridos os seguintes exames:
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Em regra, o tratamento é a intervenção cirúrgica para retirada de todo o câncer, inclusive com a retirada do ovário.
No entanto, outros tratamentos podem ser aplicados, entre eles:
Quimioterapia: A quimioterapia é recomendada antes ou depois da cirurgia. Ela pode ser por via intravenosa (através de uma veia) ou por via oral (em forma de pílula).
Terapia direcionada: Este tratamento usa medicamentos para identificar e atacar as células cancerígenas. A terapia direcionada muda a forma como as células cancerígenas crescem e se dividem.
Terapia hormonal: Alguns cânceres de ovário usam hormônios para crescer, sendo que nesse tipo de terapia há o bloqueio dos hormônios, retardando ou interrompendo o crescimento do câncer.
Radioterapia: Esse tratamento é pouco utilizado para tratar o câncer de ovário.
Diferente de outros tipos de câncer, o câncer de ovário é mais difícil de prevenir com exames de rastreio de rotina (como o Papanicolau, que não detecta tumores ovarianos). Por isso, a prevenção foca em estratégias de redução de risco e atenção aos sinais do corpo.
A recomendação é controlar o peso e evitar alimentos gordurosos, pois há estudos que indicam relação entre esse câncer com obesidade.
A ingestão de pílulas anticoncepcionais podem ser recomendado para evitar a doença.
Deve manter hábitos saudáveis como controle de peso, pois a obesidade está ligada a um maior risco de desenvolver tumores ovarianos, especialmente após a menopausa.
Uma dieta baseada em alimentos naturais, fibras e evitar o excesso de alimentos ultraprocessados e gorduras saturadas também é uma maneira de prevenção e sobretudo evitar o tabagismo.
Em suma, o câncer de ovário é muitas vezes uma doença silenciosa, cujos sinais as pessoas confundem facilmente com desconfortos abdominais rotineiros.
Nesse sentido, a inexistência de um exame preventivo simples, como o Papanicolau que, vale ressaltar, não serve para este fim, coloca a autopercepção e o histórico familiar no centro da estratégia de cuidado.
Ainda que o tratamento tenha evoluído consideravelmente com o advento de terapias direcionadas e hormonais, o diagnóstico precoce permanece, inevitavelmente, como o fator determinante para o sucesso clínico.
Portanto, a conscientização sobre os fatores de risco e a busca por auxílio médico diante de sintomas persistentes tornam-se as ferramentas mais eficazes para o enfrentamento desta patologia.

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