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Quando investigar câncer? Os sinais que não devem ser ignorados

Kelma Yaly

O câncer é um termo abrangente para mais de 100 doenças caracterizadas pelo crescimento desordenado e anormal de células.

Em essência, trata-se de uma proliferação anormal e descontrolada de células oriundas de uma célula comum que, previamente, sofreu uma ou mais mutações genéticas.

Nesse contexto, a detecção precoce e os tratamentos inovadores são essenciais para alcançar a cura. Além disso, essas abordagens são fundamentais para apoiar os pacientes, permitindo que vivam com mais qualidade e por mais tempo.

Contudo, surge uma dúvida comum: como identificar se um mal-estar pode estar relacionado ao câncer?

Com o intuito de esclarecer essa questão, será apresentado os principais sinais do aparecimento da doença e, sobretudo, os exames recomendados para o rastreamento eficaz dessa condição.

Tipo de câncer

Existem mais de 100 tipos de câncer e a classificação e depende do local e o tecido onde começam.

As três grandes classificações são:

  • Cânceres sólidos: Este é o tipo de câncer mais comum e inclui o carcinoma que se forma no tecido epitelial (como a pele, a mama, o cólon e os pulmões) e o sarcoma que se forma nos ossos e tecidos conjuntivos.
  • Cânceres do sangue: São cânceres que começam nas células sanguíneas ou no sistema linfático. Exemplos incluem leucemia , linfoma e mieloma múltiplo.
  • Misto: Cânceres que envolvem duas classificações por exemplos incluem carcinossarcoma e carcinoma adenoescamoso.

Principais causas

Trata-se de uma doença genética que ocorre quando os genes responsáveis pelo controle da atividade celular sofrem mutações. Como consequência, essas mutações criam células anormais que se dividem e se multiplicam desordenadamente, comprometendo o funcionamento do organismo.

À medida que as células cancerígenas se multiplicam, elas passam a interferir no desempenho das células saudáveis. Além disso, podem entrar na corrente sanguínea ou nos gânglios linfáticos e, dessa forma, se deslocar para outras partes do corpo.

Segundo pesquisadores, as mutações genéticas hereditárias causam cerca de 5% a 10% de todos os casos. No entanto, é muito mais frequente o surgimento de mutações genéticas adquiridas. Isso significa que, na maioria das vezes, a doença se desenvolve ao longo da vida devido a fatores externos ou falhas celulares ocasionais.

Fatores de risco

Alguns fatores podem aumentar a probabilidade do desenvolvimento da doença e são:

  • Histórico familiar: Parentes próximos (pais, irmãos, avós) com câncer há uma propensão maior
  • Tabagismo: Fumar tabaco ou usar cigarros eletrônicos aumenta o risco de desenvolver câncer de pulmão, esôfago, pâncreas
  • Fatores ambientais: A exposição a toxinas no ambiente, como amianto e pesticidas pode eventualmente levar ao câncer
  • Terapia hormonal: Mulheres que fazem terapia de reposição hormonal podem ter um risco aumentado de câncer de mama e câncer de útero
  • Exposição à radiação: A radiação ultravioleta aumenta significativamente o risco de desenvolver câncer de pele.

Sinais

As mudanças em funções fisiológicas é um sinal do aparecimento da doença:

  • Hábito intestinal ou urinário: Diarreia ou prisão de ventre persistente, sangue nas fezes ou na urina, e dor ao urinar
  • Dificuldade para engolir: Sensação de comida "parada" na garganta ou dor ao comer
  • Sangramentos atípicos: Sangramento vaginal fora do período menstrual ou tosse com sangue.

Os sinais variam e dependem do tipo e o estágio de desenvolvimento.

São eles:

  • Fadiga
  • Febre
  • Perda de apetite
  • Suores noturnos
  • Dor persistente
  • Alterações na pele, particularmente em pintas que mudam de forma e tamanho
  • Perda de peso inexplicável

Outros sinais podem ocorrer:

  • Sangue na urina ou nas fezes
  • Alterações na forma, cor ou tamanho de uma pinta na pele
  • Tosse com sangue

Importante reforçar que esses sinais não significa necessariamente que seja câncer, pois depende do tipo e desenvolvimento da doença.

A diferença entre um sintoma comum (como uma dor de garganta) e um sinal de alerta é a persistência. Se um sintoma dura mais de duas ou três semanas e não apresenta melhora, a investigação médica é indispensável.

Rastreio do câncer

Os exames de rastreio de câncer detectam a doença antes do surgimento dos sintomas.

Os exames de rastreio detectam alterações pré-cancerígenas no organismo antes mesmo do câncer se desenvolver, o que contribui para a prevenção da doença.

Alguns exames de rastreio câncer podem ser:

Pulmão: Um exame de imagem verifica sinais de câncer de pulmão quando há histórico de tabagismo.

Bucal: O dentista pode detectar como parte consulta de rotina.

Próstata: Um exame de sangue para medir o PSA detecta sinais de câncer de próstata.

Pele: Um dermatologista examina a pele em busca de sinais de câncer.

Os exames de rastreio envolvem diferentes outros tipos de testes, incluindo:

  • Exame físico: Como localização de nódulos incomuns
  • Exames de imagem: Os exames de mamografias e colonoscopias são exemplos de exames de imagem que rastreiam o câncer
  • Exames laboratoriais: Esses exames podem incluir exames de sangue para detecção de câncer e exames para obtenção de tecido. O exame de Papanicolau é um exemplo de exame de triagem utilizado para coletar tecido para que os patologistas possam verificar a presença de sinais de câncer
  • Testes genéticos: Nesses testes verificam se o DNA tem alguma mutação que aumenta o risco de câncer

Quando o assunto é exames de imagem, a Clínica Rossetti é pioneira na cidade de Americana/SP, por unir tecnologia de ponta a um atendimento humanizado.

Na clinica Rossetti contamos com especialistas referência na área de radiologia, bem como equipamentos modernos que oferecem resultados precisos.

Considerações finais

Em suma, o câncer se manifesta como uma condição complexa e multifacetada, originada pelo crescimento desordenado de células que compromete o equilíbrio do organismo.

Conforme observado, embora fatores genéticos e hereditários desempenhem um papel no surgimento da doença, a maioria dos casos está atrelada a mutações adquiridas ao longo da vida e à exposição a fatores de risco, como o tabagismo e a radiação.

Dessa forma, torna-se evidente que estar atento aos sinais, como fadiga e alterações na pele, é um passo fundamental para o autocuidado. No entanto, é importante reiterar que tais indícios não confirmam o diagnóstico isoladamente, servindo apenas como um alerta para a busca de orientação médica.

Portanto, a estratégia mais eficaz no combate à doença continua sendo a prevenção aliada ao diagnóstico precoce.

Nesse sentido, o rastreio regular por meio de exames físicos, laboratoriais e de imagem surge como uma ferramenta vital, pois permite identificar alterações antes mesmo do aparecimento de sintomas.

Por fim, investir em hábitos saudáveis e manter os exames em dia são as melhores formas de aumentar as chances de cura e garantir uma vida mais longa e qualitativa.

Publicado em: 10 de abril de 2026  ·  Atualizado: 10 de abril de 2026
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