As doenças degenerativas são uma alteração do funcionamento, célula, tecido ou órgão, causando lesões podendo afetar a visão, os ossos, os tecidos, os vasos sanguíneos, entre outros.
As causas estão relacionadas com aspectos genéticos, fatores ambientais, má alimentação e sedentarismo.
A doença de Alzheimer e a esclerose múltipla são doenças degenerativas que podem apresentar alguns sintomas semelhantes, como comprometimento cognitivo.
Alguns casos, inclusive, muito raros a mesma pessoa pode apresentar as duas doenças.
Ainda não há um estudo aprofundado acerca dessa possibilidade, no entanto, há estudos que o diagnóstico de uma pessoa já portadora de esclerose múltipla pode ser diagnosticada com doença de Alzheimer, ocorrendo isso apenas post-mortem.
Nesse artigo abordaremos as principais causas, sintomas, tratamento e sobretudo semelhanças entre as doenças
de Alzheimer e esclerose múltipla.
Trata-se de uma doença no qual há um declínio cognitivo nas habilidades de memória, pensamento, aprendizagem e organização.
A doença de Alzheimer afeta principalmente pessoas com mais de 65 anos.
Quanto maior a idade, mais probabilidade do desenvolvimento da doença.
Pode acontecer de pessoas com menos de 65 anos apresentarem esse declínio cognitivo, geralmente isso ocorre entre 40 e 50 anos.
Menos de 10% das pessoas tem início precoce.
A causa da doença de Alzheimer é um acúmulo anormal de proteínas no cérebro.
O acúmulo dessas proteínas causa a morte das células cerebrais.
Conforme os pesquisadores, o cérebro humano contém mais de 100 bilhões de células nervosas e outras células.
Essas células juntas são responsáveis como pensar, aprender, lembrar e planejar.
O acúmulo da proteína causa uma placa acaba bloqueando comunicação entre as células nervosas, impedindo a realização dos processos.
A morte das células nervosas resulta nos sintomas da doença de Alzheimer.
Os sintomas são diferentes para cada estágio da doença.
Por fim o estágio grave da doença apresenta como sintomas:
Não há cura para a doença de Alzheimer, mas certos medicamentos podem retardar a doença.
Alguns medicamentos podem ajudar:
A esclerose múltipla é uma doença autoimune, ou seja, o sistema imunológico ataca as células saudáveis.
O sistema imunológico ataca as células da mielina, a bainha protetora que envolve os nervos do cérebro e
da medula espinhal.
Os danos à bainha de mielina interrompem os sinais nervosos do cérebro para outras partes do corpo.
Os fatores que podem desencadear a esclerose múltipla são:
O diagnóstico ocorre por meio da realização de uma ressonância magnética para localizar eventuais lesões (áreas de dano) no cérebro ou na medula espinhal que indicam esclerose múltipla.
O exame mostra a presença de lesões antigas e a natureza ativa da doença, seja revelando lesões ativas com
contraste ou novas lesões durante o acompanhamento por ressonância magnética.
A punção lombar pode ser feita para verificar se há lesões se desenvolvem como resultado de danos à bainha de
mielina que envolve os nervos.
Assim como a doença de Alzheimer a esclerose múltipla não tem cura.
No entanto, há tratamento que prevê:
Um diagnóstico de doença de Alzheimer e esclerose múltipla pode ser desafiador.
Ambas as doenças podem apresentar alguns sintomas semelhantes, como comprometimento cognitivo.
As duas enfermidades afetam mulheres e podem estar associadas a um distúrbio autoimune.
Em que pese a esclerose múltipla se manifeste na faixa etária entre os 20 e 40 anos, a doença de Alzheimer surge depois dos 50 anos.
Há estudos que essas doenças estão associadas a infecções virais, como a do vírus Epstein Barr, causador da mononucleose infecciosa ou de herpes.
Apesar da semelhança, ainda, sim, é possível alcançar um diagnóstico da esclerose múltipla que está associada
a sintomas como dores, tremores e disfunção muscular ao passo que a doença de Alzheimer está associada
com a perda progressiva da cognição (pensamentos, memórias e associações) com transtornos de humor e de comportamento.
As doenças degenerativas são uma alteração do funcionamento, célula, tecido ou órgão, os comprometendo.
Algumas doenças, entre elas Alzheimer e esclerose múltipla, compartilham alguns dos mesmos sintomas e causas.
Por isso, um diagnóstico pode ser desafiador.
Em que pese essas doenças degenerativas afetarem o comprometimento cognitivo, ainda sim é possível diferenciá-las, como dores, tremores e disfunção muscular são sintomas da esclerose múltipla, ao passo que perda de memórias e associações estão relacionados a doença do Alzheimer.
O tratamento da esclerose múltipla é a redução da inflamação nas articulações e nos tecidos com esteroides e anti-inflamatórios, já a doença de Alzheimer o tratamento é incerto, pois depende de pessoa a pessoa, já que nenhum tratamento é capaz de curar, reverter ou retardar a progressão da doença.
Desse modo, uma análise minuciosa do paciente é fundamental para um diagnóstico assertivo.