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Dor crônica? Conheça as alternativas aos opioides

Kelma Yaly

A dor crônica é aquela que dura mais de 3 meses ou perdura por mais tempo que o normal.

Trata-se de uma dor persistente, diferente da dor aguda, que aparece com maior intensidade e geralmente não dura muito.

É uma condição complexa e a dor pode variar de leve a grave e é geralmente sentida na maioria dos dias.

Tipos comuns de dor crônica

A dor crônica é o principal sintoma de lesões, infecções ou doenças.

Os tipos comuns de dor crônica incluem:

  • Artrite ou dor nas articulações
  • Dor nas costas
  • Dor do câncer
  • Fibromialgia
  • Dores de cabeça, incluindo enxaquecas
  • Dor neuropática

Causas da dor crônica

A dor crônica é complexa, pois pode derivar de diversas causas.

Pode ser de uma condição de longa duração, como câncer ou artrite reumatoide, que leva à dor.

Por outro lado, é mais difícil encontrar, já que pode haver vários fatores que pode contribuem
para a dor.

Medição da dor crônica

Medir a dor é algo muito complexo, por isso a sua medição deve ocorrer com base na gravidade que afeta as atividades cotidianas do paciente, tal como capacidade para dormir, satisfação geral com a vida, etc.

Desse modo, é muito subjetivo o tamanho da dor que cada paciente sente e depende do que ele realmente relata.

Principais causas

  • Dor neuropática: É uma dor nos nervos sensitivos do Sistema Nervoso Central e/ou periférico que estão feridos ou danificados. Uma condição é a neuropatia periférica e neuralgia do trigêmeo.
  • Dor musculoesquelética: É uma dor que afeta os ossos, articulações, ligamentos, músculos ou tendões. A dor musculoesquelética resulta geralmente de lesões ou "desgaste" ao longo do tempo, como a tendinite.
  • Dor visceral: Esse tipo é oriunda dos órgãos, como coração, pulmões, bexiga, órgãos reprodutivos e órgãos do sistema digestivo.
  • Dor inflamatória: Está ocorre em razão a danos nos tecidos e inflamação. Há doenças que podem ocasionar dor crônica e também inflamação como ocorre como a artrite reumatoide ou lúpus.
  • Sensibilização central: Está resulta de mudanças que ocorrem no seu sistema nervoso central. A sensibilização central pode ocorrer com qualquer tipo de dor e pode levar a outros sintomas, como sensibilidade a luzes, ruídos e emoções.

Fatores de risco

Alguns fatores são responsáveis pelo aparecimento da dor crônica:

  • Genética: Algumas causas como enxaquecas e artrite reumatoide são de origem genética.
  • Envelhecimento: O envelhecimento é fator preponderante para o aparecimento da dor crônica.
  • Lesão anterior: Uma lesão traumática pode gerar uma dor crônica.
  • Estresse: Alguns estudos mostram que a dor crônica está relacionada ao estresse.
  • Obesidade: A obesidade pode piorar certas condições de saúde que causam dor, como artrite, pois há pressão extra nas articulações.

Sintomas

O principal sintoma da dor crônica é latejar, em alguns casos pode ter rigidez e sensação de queimação.

Ocorre que a dor crônica pode levar a outros sintomas como:

  • Transtorno de ansiedade generalizada
  • Transtorno depressivo
  • Fadiga ou sensação de cansaço excessivo
  • Insônia
  • Irritabilidade

Diagnóstico

Importante ressaltar que uma dor é considerada como crônica se ela durar ou aparecer por mais
de três meses.

A dor geralmente é um sintoma, nesse caso a investigação pelo qual essa dor aparece é fundamental
para ter um diagnóstico.

O inicio da investigação ocorre por meio de exames preliminares, tais como:

  • Exames de sangue e urina
  • Exame de Eletromiografia para testar a atividade muscular
  • Exames de imagem, como raios X e Ressonância magnética – Clínica Rossetti">ressonância magnética
  • Testes de reflexo e equilíbrio
  • Testes de fluido espinhal

Tratamento

Já é sabido pelos especialistas que para combater a dor crônica é necessária uma combinação de terapias que pode resultar em uma redução mais significativa da dor do que depender apenas um tratamento.

Para o gerenciamento da dor é abordado:

- Mudanças no estilo de vida, como controle de peso, controle do estresse e atividade física.
- Fisioterapia
- Terapia cognitivo-comportamental
- Massoterapia e meditação
- Injeções de esteroides e injeções de toxina botulínica
- Medicamentos

O uso de medicamentes é comum para combater a dor crônica, principalmente com os opioides.

Ocorre que está sendo reavaliado a prescrição de opioides em razão da dependência desse medicamento.

Tratamento alternativo

Um novo tratamento é o chamado de terapia de reprocessamento da dor, que adota uma abordagem comportamental para eliminá-la.

Nesse tratamento, os pacientes são orientados pelos terapeutas a entender o que causa a dor crônica e reavaliar a sensação que consideram dolorosas.

O objetivo desse tratamento é auxiliar na percepção dos sinais da dor e reprocessar de modo a deixar que seja menos ameaçadora pelo cérebro.

Outro tratamento é a chamada ablação nervosa, um procedimento no qual os nervos ao redor de uma área de dor são anestesiados com medicamentos e, em seguida, danificados propositalmente.

Os médicos, por sua vez, injetam uma substância química ao redor dos nervos ou os aquecem suavemente para que eles não possam mais enviar sinais doloridos. Esse procedimento já é utilizado na coluna vertebral, mas agora é utilizado também para outras partes do corpo.

Um outra alternativa de tratamento para a dor crônica é a neuromodulação.

Esse é um método que consiste em usar eletricidade para estimular os nervos da área dolorida de modo alterar ou bloquear os sinais de dor.

Essa técnica pode utilizada para dores agudas pós-cirúrgica nos casos de substituição de articulações do joelho.

Considerações finais

Em suma, podemos considerar que a dor crônica é aquela que dura mais de 3 meses ou perdura por mais tempo que o normal.

A dor não é uma doença, mas um sintoma e o grande desafio para os especialistas é descobrir o que causa a dor.

A medição da dor é muito subjetivo e completo, pois os médicos dependem apenas da fala do paciente.

A dor crônica pode surgir de várias causas tais como neuropática, inflamatória, visceral, etc.

Para a investigação da dor, muitos exames devem ser realizados como exames de imagem, de sangue e
outros mais específicos.

O tratamento convencional combina terapias como injeções de esteroides, fisioterapia e medicamentos à base de opioides.

Para evitar a dependência de medicamentos opioides, tem surgido novos tratamentos para o alívio e eliminação da dor crônica, como a terapia de reprocessamento da dor, ablação nervosa e a neuromodulação.

Todos esses tratamentos são alternativas para evitar o uso de opioides, sendo a luz para um futuro sem uso de medicamentos.

Publicado em: 20 de setembro de 2024  ·  Atualizado: 20 de setembro de 2024
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