A adolescência é uma fase complexa na vida de uma pessoa e por isso é preciso zelar pela saúde mental, principalmente quanto ao uso das mídias sociais.
Sabe-se que alguns fatores influenciam a saúde mental dos adolescentes como:
Por essa razão, é importante manutenção dos hábitos sociais e emocionais para a estabilidade mental.
As mídias sociais possuem um papel muito relevante quanto a influência em adolescentes.
As plataformas sociais como Instagram, Snapchat, Tik Tok atuam diretamente na saúde mental dos adolescentes tanto positiva como negativamente.
Em recente pesquisa realizada pela graduanda Sofia Rossetti da Universidade de Illinois, denominada "Round 3 Speech Outline: Impacts of social media on teenagers", ela aponta que o uso de mídias sociais por esses jovens possui benefícios, mas também traz efeitos colaterais.
Na pesquisa realizada, foi demonstrado que mídias sociais permitem que adolescentes tenham acesso a novos conhecimentos.
Um percentual de 36% de adultos que variaram de 18 a 29 anos nos Estados Unidos relataram receber frequentemente notícias das mídias sociais.
Trata-se de um resultado que mostra uma porcentagem maior daqueles informar receber notícias de outras fontes, como sites de notícias, televisão e rádio.
Segundo ela, as mídias sociais podem influenciar positivamente a vida dos adolescentes como fonte de notícias, o que contribuiu para a formação critica desses jovens.
As mídias sociais também podem facilitar interações sociais entre jovens.
Em sua pesquisa, Sofia Rossetti relata que em março de 2021, um artigo publicado na NASN School Nurse apoiou as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) a partir de 2020, as mídias sociais foram responsáveis por aproximar amigos e familiares das pessoas socialmente isoladas ou aquelas portadoras de um nível elevado do estresse.
Isso demonstrou que as mídias sociais conseguem unir relações sociais para aqueles que são mentalmente incapazes de manter uma interação social.
Outro estudo elencado, foi o publicado pelo Journal of Medical Internet Research em outubro de 2020, atesta que jovens de 11 a 25 anos e que apresentam distúrbio do tecido conjuntivo (doença autoimune), podem se beneficiar do uso de mídias sociais para enfrentar sua condição de saúde por meio de contato com pessoas com condições semelhantes.
O uso da mídia social para esses adolescentes tem impactos positivos relacionados as suas doenças, pois permite ter contato com outros jovens que compartilham dificuldades semelhantes.
Essas redes podem fornecer apoio valioso aos adolescentes, especialmente ajudando aqueles que sofrem exclusão ou têm deficiências, ou ainda doenças crônicas.
Os adolescentes são beneficiados com o uso das mídias sociais para entretenimento e sobretudo autoexpressão, aumentando a sua autonomia perante assuntos de interesse coletivo.
Também podem influenciar na adoção de comportamentos saudáveis.
Por outro lado, as mídias sociais têm afetado negativamente a saúde mental dos adolescentes.
Foi constatado que o uso exagerado das redes sociais contribui para o aumento do número de adolescentes que apresentam ansiedade e sintomas depressivos.
Isso comprova que o tempo gasto nas redes sociais muito contribuem para o aumento dos níveis de depressão e ansiedade nos jovens.
O uso de rede sociais tem afetado também a qualidade do sono.
Um artigo publicado em setembro de 2021 no Clinical Journal of Sport Medicine e outro publicado em setembro de 2021 no Clinical Journal of Sport Medicine, citados na mencionada pesquisa, concluíram que com o aumento do uso de plataformas de mídia social a qualidade do seu sono diminui.
Além da depressão e ansiedade, os adolescentes com essa condição também podem sentir frustração ou raiva excessivas.
Os sintomas podem se sobrepor em mais de um transtorno, com mudanças rápidas e inesperadas no humor e explosões emocionais.
Ademais, alguns sintomas físicos como dor de estômago, dor de cabeça ou náusea também podem ocorrer.
Ficou comprovado que a rede social piora os problemas de imagem corporal para uma em cada três adolescentes, talvez padrões inatingíveis, tendo em vista a facilidade de editar e manipular imagens.
Inicialmente importante que haja uma conversa entre pais e adolescentes sobre o uso excessivo das redes sociais, principalmente quando for notado comportamento desinteressado na vida.
Os sinais e os sintomas característicos dos transtornos mentais nos jovens são semelhantes aos apresentados pelos adultos, mas são muito mais difíceis de serem reconhecidos.
Podemos citar alguns sinais, além do desinteresse pela vida:
Com a apresentação desses sintomas, cabe aos pais buscar aconselhamento junto a um profissional especializado, para a reabilitação da saúde mental.
A escola também tem papel fundamental no tratamento, pois pode oferecer mudanças organizacionais para um ambiente psicológico seguro e positivo, bem como a adoção de programas focados na prevenção ao suicídio.
Alguns especialistas recomendam que a mudança de comportamento comecem pelos pais, como evitar o uso constante das redes sociais.
Eles sugerem:
Por meio do exemplo, os pais conseguirão auxiliar seus filhos a limitar o uso das mídias sociais.
Em suma, as mídias sociais têm suas vantagens e desvantagens perante os adolescentes.
Em que pese facilitar novos conhecimentos, o uso excessivo pode acarretar transtornos mentais, como depressão, ansiedade e até o suicídio.
A diminuição da atividade social e um aumento da solidão é um sinal característico de depressão.
Assim, cabe aos pais, escola e toda a comunidade contribuir para a diminuição da dependência dos jovens as redes sociais, oferecendo meios para que os jovens possam avaliar os malefícios que o uso descontrolado estiver causando.
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