A gordura interna (visceral) no abdômen também é conhecida como gordura visceral, pois fica localizada junto aos órgãos e tecidos internos.
Trata-se da gordura que reveste as paredes abdominais e envolve muitos dos órgãos internos.
Essa gordura é por vezes chamada de "gordura ativa" porque desempenha um papel ativo no funcionamento do corpo e ter alguma gordura é normal e saudável, pois ela amortece e protege os órgãos internos.
Por outro lado, ter gordura interna (visceral) em excesso pode ser prejudicial, principalmente, por acarretar a um maior risco de doenças cardiovasculares.
A gordura interna (visceral) amortece ou envolve diversos órgãos internos, incluindo:
A gordura abdominal inclui tanto a gordura interna (visceral) quanto a subcutânea.
Ela é composta por adipócitos ou células de gordura.
Os adipócitos desse tipo de gordura são sensíveis a hormônios e isso pode afetar como o corpo metaboliza e armazena a gordura.
Ou seja, no caso do diabetes, doença que causa síndrome metabólica, isso altera a forma como o corpo processa os sinais hormonais, por essa razão que a gordura interna (visceral) aumenta o risco de doenças cardiovasculares.
A genética determina a quantidade de gordura interna (visceral) e a localização dessa gordura no corpo, determinando inclusive o formato do corpo.
Ademais fatores ambientais e escolhas influenciam a quantidade de gordura interna (visceral), como, por exemplo, comer alimentos gordurosos e carboidratos (açúcares) pode fazer com que o corpo forme mais gordura.
O estresse também é um fator que pode determinar o aumento da gordura.
O cortisol é o hormônio do estresse e pode afetar os adipócitos da gordura interna (visceral), acarretando armazenamento dessa gordura.
A condição mais comum é a obesidade e problemas relacionados, tais como:
Mas certas doenças do sistema endócrino também podem afetar, como a Síndrome de Cushing, hipotireoidismo e a esteatose hepática associada à disfunção metabólica.
Em recente estudo, os pesquisadores da Universidade McMaster no Canadá, revelou que o acúmulo de gordura no abdômen e no fígado, mesmo em pessoas saudáveis, está associado a danos silenciosos nas artérias e pode elevar o risco de derrame e infarto.
Ela está associada ao espessamento e à obstrução das artérias carótidas, responsável por levar sangue ao cérebro.
Desse modo, são responsáveis pelo maior risco para doenças cardíacas e Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Importante considerar, que esse efeito permaneceu mesmo em pessoas com colesterol e pressão arterial em níveis satisfatórios, o que indica que esse tipo de gordura, também conhecida como "invisível" é mais perigosa que o colesterol.
Os pesquisadores indicam que duas pessoas com o mesmo peso podem ter riscos cardiovasculares muito diferentes, dependendo de onde a gordura está concentrada.
Isto posto, a orientação é a prevenção de doenças cardiovasculares, incluindo uma alimentação equilibrada, controle do sedentarismo e exames de imagem quando indicados.
Por isso, não basta estar no peso ideal, pois a gordura que se acumula em locais invisíveis pode ser mais perigosa do que o excesso de peso.
O nível normal de gordura deve ser em torno de 10% da gordura corporal total. Para calcular o nível de gordura interna deve determinar a porcentagem de gordura corporal total e subtrair 10%.
Caso, a porcentagem de gordura corporal for maior do que a recomendada, o nível de gordura visceral também será maior.
A chamada gordura "invisível" somente é possível verificar por meio de exames de imagem, tais como Ressonância magnética – Clínica Rossetti">ressonância magnética (RM) e tomografia" title="Tomografia computadorizada – Clínica Rossetti">tomografia computadorizada (TC), que são mais precisos e detalhados.
Outros métodos incluem a ultrassonografia, que é uma opção mais acessível e a bioimpedância, que é um método mais simples e menos especifica para a localização da gordura interna (visceral).
Ademais, medidas simples, como as medidas corporais, são indicativos para a gordura "invisível", e
são elas:
A gordura interna é mais fácil de perder do que a gordura subcutânea.
Para isso deve adotar uma rotina consistente de atividades físicas e controle de alimentação, o que pode
acarretar perda em dois a três meses.
As mesmas medidas adotadas para a perda de peso também auxiliam na perda da gordura interna e são elas:
Por fim, concluímos que a gordura interna no abdômen ou gordura visceral está localizada junto aos órgãos e tecidos internos.
Essa gordura reveste as paredes abdominais e envolve os órgãos internos.
Ela também conhecida como gordura invisível, pois apesar da pessoa estar no peso ideal e o colesterol em níveis normais, o acúmulo da gordura encontra-se entre os órgãos.
Esse tipo de gordura é mais prejudicial que o colesterol, pois é responsável pelas doenças cardiovasculares.
Por tudo isso, importante é ter um estilo de vida saudável, com uma alimentação equilibrada e prática regular de exercícios físicos.
Somente desse modo será possível diminuir a gordura "invisível".