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O que sabe sobre espondilolistese?

Kelma Yaly

A espondilolistese é uma doença que afeta a coluna vertebral no qual uma das vértebras desliza fora do lugar, causando dor lombar e afetando a vértebra debaixo.

Em muito casos, ocorre uma pressão sobre o nervo, causando dor na coluna ou nas pernas.

A espondilolistese ocorre em cerca de 4% a 6% da população adulta.

É uma doença que pode não apresentar sintomas, e desse modo a pessoa pode conviver por anos sem saber.

A espondilolistese degenerativa (que ocorre devido ao envelhecimento e ao desgaste da coluna vertebral) é mais comum após os 50 anos e mais em mulheres do que em homens.

Quando ocorre dor nas costas em adolescentes, a espondilolistese ístmica (geralmente causada por espondilólise) é uma das causas mais comuns.

Tipos de espondilolistese

Os principais tipos de espondilolistese são:

  • Congênita: Essa condição ocorre quando a coluna do bebê não se forma como deveria antes do nascimento.
  • Ístmica: É forma mais comum, resultante da espondilólise. Trata-se de rachadura ou fratura que enfraquece o osso.
  • Degenerativa: Trata-se do tipo mais comum, ocorre devido ao envelhecimento. Com o tempo, os discos que amortecem as vértebras perdem água. À medida que os discos ficam mais finos, a tendência que saia do lugar.
  • Traumática: Do tipo menos comum ocorre quando uma lesão faz com que as vértebras escorreguem.
  • Patológica: Também menos comum, ocorre quando uma doença, como a osteoporose ou tumor causa a doença.
  • Pós-cirúrgica: É o deslizamento resultante de uma cirurgia da coluna vertebral.

Pessoas mais propensas a apresentar a espondilolistese

Algumas pessoas têm mais disposição a apresentar a doença quando ocorre:

Atletismo: Jovens atletas (crianças e adolescentes) que praticam esportes que alongam a coluna lombar, como ginástica e futebol, têm maior probabilidade de desenvolver espondilolistese. A espondilolistese é uma das razões mais comuns de dor nas costas em adolescentes.

Genética: Algumas pessoas com espondilolistese ístmica nascem com uma seção mais fina da vértebra chamada pars interarticularis. Este fino pedaço de osso conecta as articulações, que ligam as vértebras. Essas áreas mais finas das vértebras têm maior probabilidade de fraturar e possui um grande componente genético.

Idade: Com o envelhecimento pode desenvolver condições degenerativas da coluna, que ocorre quando o desgaste da coluna enfraquece as vértebras. Idosos com doenças degenerativas da coluna podem apresentar maior risco de espondilolistese.

Diferença entre espondilolistese e espondilólise

A espondilólise quanto a espondilolistese causam dor lombar.

E a diferença é que a espondilólise é uma fratura por estresse ou rachadura nos ossos da coluna, sendo muito
comum em jovens atletas.

Ela pode causar espondilolistese quando uma fratura por estresse causa o escorregamento ou a vértebra pode sair do lugar devido a uma condição degenerativa.

Por outro lado, a espondilolistese é uma doença no qual uma vértebra desliza para fora do lugar, apoiando-se no osso abaixo dela.

Os discos entre as vértebras e as articulações facetárias (as duas partes posteriores de cada vértebra que unem as vértebras) podem se desgastar.

O osso das articulações facetárias volta a crescer e cresce demais, causando uma área de superfície irregular e instável, o que torna as vértebras menos capazes de permanecer no lugar.

Apesar de não apresentar sintomas, quando ocorre a espondilolistese há a compressão ou pinçamento devido ao deslizamento das vértebras para fora da posição e ao estreitamento do espaço necessário para os nervos.

Sintomas

A espondilolistese não apresenta sintomas, no entanto, algumas pessoas podem apresentar, dor lombar que é geralmente o principal sintoma.

A dor pode se estender às nádegas e descer pelas coxas.

Também é possível apresentar os seguintes sintomas:

  • Espasmos musculares na parte posterior das coxas
  • Rigidez nas costas
  • Dificuldade para andar ou ficar em pé por longos períodos
  • Dor ao se curvar
  • Dormência, fraqueza ou formigamento no pé

Diagnóstico

Para obter um diagnóstico, será necessário a realização de exames de imagem, que podem ser:

  • Radiografia da coluna vertebral: Por meio desse exame é possível ver se uma vértebra está fora do lugar.
  • tomografia" title="Tomografia computadorizada – Clínica Rossetti">Tomografia computadorizada ou Ressonância magnética – Clínica Rossetti">ressonância magnética: Por esses exames é possível ver a coluna com mais detalhes para tecidos moles, como discos e nervos.

Tratamento

O tratamento depende dos sintomas, da idade e da saúde geral.

Ademais pode consistir em uso de medicamentos, fisioterapia ou cirurgia.

Os principais tratamentos não cirúrgicos são:

Descanso: Importante realizar uma pausa nas atividades e esportes que exigem excessivo esforço.

Medicamento: Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides como o ibuprofeno pode trazer alívio.
Também é possível a aplicação de injeção de esteroides diretamente na área afetada.

Fisioterapia: A fisioterapia é recomendada para fortalecer o abdômen (barriga) e as costas. Os exercícios diários aliviam geralmente a dor após algumas semanas.

Suporte: O uso de uma cinta pode ajudar a estabilizar a coluna, pois vai limitar o movimento.

A realização da cirurgia tem uma alta taxa de sucesso, de modo que após o procedimento cirúrgico os pacientes
retornam à rotina alguns meses.

Haverá a necessidade da realização de reabilitação após a cirurgia para auxiliar no retorno às atividades.

Prevenção

É possível reduzir o risco no aparecimento da espondilolistese.

Para isso, a recomendação é:

  • Realização de exercícios regulares para fortalecimento dos músculos abdominais e das costas
  • Manutenção de um peso saudável, visto que o excesso de peso aumenta o estresse na região lombar
  • A ingestão de alimentos para fortalecimento dos ossos

Considerações finais

A espondilolistese é uma condição que ocorre quando a região lombar deixa de suportar cargas em decorrência
de falha do escorregamento de uma vértebra em relação a outra.

Muitas pessoas podem ter essa condição, mas sem apresentar sintomas.

Por outro lado, caso venham apresentar sintomas, o principal é a dor lombar, que piora com a movimentação
e dores nas pernas em razão de compressão das raízes nervosas.

A maior incidência da doença são em jovens atletas e pessoas com mais de cinquenta anos.

O tratamento é realizado com anti-inflamatórios, fisioterapia e exercícios de fortalecimento de tronco, além de agirem
como tratamento no caso de pessoas que apresentam essa condição também é importante na prevenção de dores.

A cirurgia somente é recomendada nos casos em que o tratamento conservador não surtir efeitos.

Com a cirurgia ocorre a descompressão das raízes que por sua vez produz resultado satisfatório.

Publicado em: 28 de junho de 2024  ·  Atualizado: 28 de junho de 2024
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