A tuberculose é uma doença causada por uma infecção bacteriana, que além dos pulmões também pode afetar outras partes do corpo, como a coluna vertebral, o cérebro ou os rins.
A tuberculose pode ficar inativa em algumas pessoas, por essa razão não apresentam sintomas.
Por outro lado, ela pode se tornar ativa caso o sistema imunológico estiver enfraquecido, o que não impede o crescimento da bactéria.
A tuberculose continua sendo a principal causa de morte por um único agente infeccioso no mundo.
Em 2024, quase 11 milhões de pessoas adoeceram e mais de um milhão morreram da doença, segundo a organização mundial de saúde.
No Brasil, de acordo com o Boletim Epidemiológico Tuberculose 2025, foram registrados mais de 85 mil casos novos em 2024.
Mas o que realmente causa a tuberculose?
Nesse artigo, serão apresentadas não somente as causas, mas sintomas, tipos e gestão do tratamento.
A bactéria da tuberculose é a Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como Bacilo de Koch, um microrganismo que causa a doença.
Os germes se espalham pelo ar e podem infectar os pulmões quando inalados.
O tipo mais comum de tuberculose é a pulmonar, no entanto, como informado inicialmente, a bactéria que causa a doença também pode afetar outras partes do corpo (tuberculose extrapulmonar).
Outro tipo da doença é a tuberculose miliar, que pode se espalhar por todo o corpo e causar:
Por outro lado, a tuberculose latente não apresenta sintomas e não é contagioso, no entanto, a infecção continua ativa e pode se manifestar algum dia.
Em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido, há alto risco de reativação e por isso a importância na ingestão de medicamentos para evitar que ela se torne ativa.
Os sintomas da tuberculose ativa incluem:
A propagação da tuberculose ocorre por meio de gotículas de saliva em decorrência da tosse, espirro e fala.
Somente pessoas com infecção pulmonar ativa transmitem a doença.
A maioria das pessoas que inalam a bactéria da tuberculose consegue combatê-la e impedir sua proliferação.
Há algumas pessoas tem mais propensão em ter a doença do que outras, tendo como fatores de risco:
Outros fatores são considerados de risco, são eles:
A avaliação dos sintomas ocorre quando há tosse persistente, febre, suores noturnos, perda de peso e fraqueza.
O histórico médico do paciente e fatores de risco também são levados em consideração
O tratamento para combater a tuberculose ocorre com a medicamentos específicos de antibióticos.
O medicamento deve ser administrado por um longo período de modo a eliminar todas as bactérias.
Por essa razão, a duração será de no mínimo 6 meses com 4 medicamentos (rifampicina, isoniazida, pirazinamida, etambutol) em duas fases (2 meses de ataque mais 4 meses de manutenção).
Caso o tratamento seja interrompido antes do tempo ou pular doses pode tornar a doença resistente aos remédios.
Por fim, o tratamento é altamente eficaz, com altas taxas de cura quando seguido corretamente.
A prevenção da tuberculose envolve várias medidas de prevenção que são:
Em que pese, a tuberculose ser responsável por muitas mortes, ela é tratável.
Ela pode se espalhar quando uma pessoa infectada tosse, espirra por meio da liberação de minúsculas gotículas com os germes no ar.
A tuberculose se espalha facilmente em locais com aglomeração ou onde as pessoas vivem em condições de superlotação.
Por outro lado, pessoas com o sistema imunológico comprometido como HIV/AIDS e outras com sistema imunológico debilitado têm maior risco de contrair tuberculose do que pessoas com sistema imunológico normal.
Ademais, os sintomas da tuberculose são semelhantes aos de muitas outras doença e por isso deve procurar por atendimento médico com urgência quando aparecer sintomas como dor no peito, dor de cabeça súbita e intensa, confusão, convulsões e dificuldade para respirar.
No Brasil a detecção de tuberculose chega a 89% dos pacientes, ao chegar em um diagnóstico a doença é tratável alcançando a cura.
A tuberculose continua sendo um grande problema de saúde pública global e por essa razão há necessidade de intensificar as ações para erradicação da doença, sobretudo em ações de prevenção.