A gastrosquise é um defeito congênito em que os intestinos do bebê saem do corpo por um orifício de
2 a 5 centímetros ao lado do umbigo durante o desenvolvimento fetal.
Essa condição ocorre no início da gravidez, quando a parede abdominal do bebê não se forma corretamente, deixando uma abertura para a saída dos órgãos.
Além disso, os órgãos da criança flutuam no líquido amniótico dentro do útero, causando irritação e inchaço.
Sua causa é desconhecida, existindo o risco de acontecer a qualquer pessoa durante a gravidez.
No entanto, ela pode ocorrer em mulheres que engravidam mais jovens e também aquelas usam fumo, álcool ou outras drogas durante a gravidez.
A onfalocele é uma doença muito parecida com a gastrosquise, sendo que a abertura ocorre no meio da parede abdominal no umbigo.
A pele, músculo e tecido fibroso estão ausentes e os intestinos ficam expostos pela abertura cobertos por um saco fino.
A onfalocele ocorre com outros defeitos congênitos, como defeitos cardíacos e renais.
Na gastrosquise, a abertura fica próxima ao umbigo (geralmente à direita), mas não diretamente sobre ele, como na onfalocele.
Na onfalocele os intestinos são cobertos por um saco fino, o que não ocorre na gastrosquise, onde os intestinos ficam diretamente expostos.
Tanto a onfalocele quanto a gastrosquise são geralmente diagnosticadas antes do nascimento com ultrassonografia">ultrassonografia pré-natal de rotina.
No entanto, a gastrosquise ocorre com mais frequência que a onfalocele, mas ambas as doenças são raras.
A gastrosquise é a má formação da parede abdominal da criança no útero, cuja causa é desconhecida.
Durante a gravidez não há aparecimento de sintomas, mas a doença é descoberta quando da realização do exame de ultrassom.
No ultrassom será possível visualizar:
A gastrosquise pode ser classificado como simples e complexa.
Nas condições simples, apenas o intestino sai pela abertura abdominal.
Com gastrosquise complexa, pode ocorrer:
O diagnóstico de gastrosquise ocorre durante a gravidez ou após o nascimento do bebê.
Geralmente ocorre entre 18 e 20 semanas de gravidez com exames pré-natais de rotina que verificam defeitos congênitos.
Os exames incluem:
Assim que o bebê nasce deve ser realizada a cirurgia para colocar os órgãos do bebê de volta no corpo.
A cirurgia também repara o buraco perto do umbigo para evitar que os órgãos voltem para fora do corpo.
Dependendo da gravidade da condição e de quantos órgãos estão fora do corpo do bebê, podem ser realizadas dois tipos de cirurgia para a realocação e reparo da parede abdominal:
A criança será submetida a uma cirurgia imediatamente após o nascimento para mover os órgãos de volta ao corpo e reparar o orifício no abdômen.
Caso seja mais complexo, o médico-cirurgião realizará a cirurgia em etapas.
Essa cirurgia será a mais indicada quando a criança não for saudável o suficiente para a cirurgia ou se o abdômen não for grande o suficiente para conter todos os órgãos.
Desde o nascimento do bebê até o momento da cirurgia para reparar a gastrosquise, o médico colocará os órgãos expostos em uma bolsa plástica para evitar infecções, desidratação e danos.
Após a cirurgia inicial para substituir os órgãos do bebê, pode ser necessária uma cirurgia adicional para reparar os músculos abdominais ou intestino do bebê.
As crianças nascidas com gastrosquise têm problemas de desenvolvimento com partes de seus intestinos, por isso da importância da realização da cirurgia adicional.
As crianças nascidas com gastrosquise podem enfrentar alguns problemas de saúde durante a vida, como bloqueio intestinal no qual há o estreitamento do intestino que impede que alimentos e fezes se movam pelo intestino
Em casos raros, pode haver a síndrome do intestino curto, no qual a criança não tem partes do intestino, impedindo a absorção dos nutrientes dos alimentos.
Após a cirurgia, os bebês com gastrosquise geralmente apresentam problemas de alimentação nas primeiras semanas de vida.
As crianças devem receber após a cirurgia:
O intestino do bebê passará a funcionar cerca de duas a três semanas, pois nesse período o leite materno ou a fórmula especial começará a ser digerida.
A internação hospitalar pode variar de 30 a 50 dias ou mais, quando o caso exigir.
É possível prevenir a gastrosquise, evitando durante a gravidez:
Em síntese, a gastrosquise é um defeito congênito em que os intestinos do bebê saem do corpo por um orifício durante o desenvolvimento fetal.
Isso ocorre no início da gravidez, quando a parede abdominal não se forma corretamente.
Infelizmente, a causa da gastrosquise ser desconhecida, essa condição pode acontecer a qualquer pessoa durante a gravidez.
Não é possível realizar a cirurgia durante a gravidez, devendo ocorrer logo após o nascimento.
Após a cirurgia, a maioria dos bebês pode levar uma vida normal e saudável, sem complicações relacionadas à doença.
Em que pese ser um defeito congênito, ainda sim é possível prevenir a gastroesquise durante a gravidez, evitando o álcool, fumo e analgésicos.