O câncer de ovário ocorre quando células anormais dos ovários ou trompas de falópio crescem e se multiplicam.
Trata-se de uma doença de difícil diagnóstico, podendo ser letal.
A ocorrência do câncer de ovário pode derivar de fatores genéticos, hormonais e ambientais.
Geralmente o tumor afeta mulheres após os quarenta anos.
Sabe-se que algumas pessoas estão mais propensas a terem câncer de ovário por apresentarem os seguintes fatores de risco:
O câncer de ovário pode se espalhar por todo o abdômen antes de causar qualquer sintoma.
Diante disso, há dificuldade na realização do diagnóstico precoce.
Os principais sintomas são:
O câncer de ovário começa a espalhar pela pélvis, gânglios linfáticos, abdômen, intestinos, estômago, tórax ou fígado.
Existem quatro estágios de câncer de ovário, sendo eles:
No primeiro subestágio, o câncer ocorre apenas em um ovário ou em uma trompa de falópio. No subestágio seguinte ocorre em ambos os ovários ou trompas de falópio, e no terceiro além de encontrar nos ovários, trompas, também está na parte exterior do órgão.
No primeiro o câncer não está mais apenas no ovário, mas também se espalhou para o útero. No segundo subestágio, a doença se espalhou para outras estruturas próximas da pélvis.
No primeiro subestágio o câncer se espalhou além da pelvis para o abdômen ou dentro dos gânglios linfáticos. No segundo subestágio o tumor tem até 2 centímetros de tamanho e se espalhou além da pélvis. No terceiro subestágio, o câncer se moveu para fora da área da pélvis e é maior em tamanho (mais de 2 centímetros) ou pode estar dentro dos gânglios linfáticos, podendo afetar outros órgãos como o fígado e o baço.
Nesta fase, o câncer se espalhou para o interior de órgãos como o fígado ou o baço.
A divisão por estágio acerca da evolução do câncer é de suma importância, pois será o norte para o tratamento mais adequado.
No caso de suspeita de câncer de ovário será realizado um exame pélvico.
Por meio desse exame será possível verificar se há crescimentos anormais ou órgãos aumentados.
O médico também poderá solicitar:
Em regra, o tratamento é a intervenção cirúrgica para retirada de todo o câncer, inclusive com a retirada
do ovário.
No entanto, outros tratamentos podem ser aplicados, entre eles:
A quimioterapia é recomendada antes ou depois da cirurgia. Ela pode ser por via intravenosa (por uma veia) ou por via oral (em forma de pílula).
Este tratamento usa medicamentos para identificar e atacar as células cancerígenas. A terapia direcionada muda a forma como as células cancerígenas crescem e se dividem.
Alguns cânceres de ovário usam hormônios para crescer, sendo que nesse tipo de terapia há o bloqueio dos hormônios, retardando ou interrompendo o crescimento do câncer.
Esse tratamento é pouco utilizado para tratar o câncer de ovário.
Para evitar o aparecimento do câncer de ovário recomenda-se a visita regular ao ginecologista.
Outra recomendação é controlar o peso e evitar alimentos gordurosos, pois há estudos que indicam relação entre esse câncer com obesidade.
A ingestão de pílulas anticoncepcionais podem ser recomendado para evitar o câncer de ovário.
Tomar pílulas anticoncepcionais reduz o risco, no entanto, esses medicamentos têm riscos, por essa razão é importante buscar orientação médica.
Caso tenha parentes de primeiro grau com histórico de câncer ovário deve ser realizado exames clínicos e ultrassonografias com mais frequência.
As mulheres com mais de 40 anos devem passar regularmente pelo ginecologista, pois eventual câncer tem chance de ser curado mais precocemente.
Importante ressaltar que o exame Papanicolau não detecta o câncer de ovário, sendo o ideal a mulher reconhecer os sintomas, conhecer o seu histórico familiar.
Quem passou por um processo de câncer de ovário pode desenvolver outro
câncer que são:
As mulheres tratadas com radioterapia também têm um risco aumentado de câncer de pâncreas.
Por outro lado, há um aumento do risco de leucemia em casos de tratamento com quimioterapia, devido
a medicação
Os principais medicamentos associados ao risco de leucemia como a Cisplatina.
Ainda, sim é possível prevenir para evitar o aparecimento do segundo câncer.
Diante disso, é preciso tomar as seguintes medidas:
A maior taxa de casos de câncer de ovário está entre mulheres de 40 e 50 anos.
Quando o diagnóstico ocorre em período reprodutivo, em alguns casos é preciso retirar os ovários.
O tratamento é baseado em quimioterapia e radioterapia, sendo nesses casos, possível manter a possibilidade de engravidar.
O câncer de ovário é uma doença de difícil diagnóstico, podendo ser letal.
Esse tipo de câncer ocorre em pessoas com histórico familiar, obesas, acima de sessenta anos, nunca engravidou e quadro endometriose.
Muitos exames de rotina, como o Papanicolau, não diagnostica o câncer de ovário.
Por essa razão, a mulher deve ficar atenta aos sintomas como volume do abdômen, dor pélvica, perda de apetite, diarreia.
A principal recomendação é a visita regular ao ginecologista, principalmente para mulheres com mais de quarenta anos.
Por fim, quem teve câncer de ovário tem um risco aumentado de enfrentar um segundo câncer.