Podemos definir linfoma como grupo de cânceres do sangue no sistema linfático.
O sistema linfático é composto tecidos, vasos e órgãos que ajudam o corpo a combater infecções.
Trata-se de um câncer no sangue, pois a doença começa nos glóbulos brancos (linfócitos) do sistema linfático.
Os linfomas podem crescer rapidamente ou de forma lenta.
O tratamento realizado para o linfoma pode curá-lo ou levá-lo a remissão.
A remissão não é a cura, mas a redução a níveis baixos, já não é mais possível detectá-lo, no entanto, ele permanece no organismo.
Por se tratar de uma das formas mais comuns do câncer, o dia 15/09 foi instituído como dia mundial de conscientização sobre linfomas.
É uma iniciativa global visando aumentar a conscientização pública sobre todos os subtipos de linfoma, bem como a importância do diagnóstico precoce e tratamento.
Nesse artigo, verificaremos as principais causas, diagnósticos e avanços no tratamento.
Existem dois tipos de linfoma – linfoma de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin.
O primeiro trata-se de forma ordenada de um grupo de linfonodos.
Já o linfoma não-Hodgkin se espalha de maneira não ordenada e pode começar em qualquer lugar do corpo.
O linfoma não-Hodgkin geralmente afeta idades entre 60 e 80 anos, sendo mais comum em homens do que em mulheres.
O linfoma de Hodgkin pode afetar pessoas com idades entre 20 e 39 anos e com 65 anos ou mais.
O linfoma ocorre quando os glóbulos brancos do sistema linfático se transformam em células cancerígenas de crescimento rápido.
As mutações genéticas que ocorrem não tem uma causa específica.
No entanto, pesquisas apontam que algumas causas que podem facilitar o aparecimento, são elas:
Os sintomas são muito parecidos com outras doenças.
Os sintomas comuns ao linfoma de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin são:
O diagnóstico ocorre por meio de exames físicos, bem como biopsia.
Ainda é possível realizar exame de sangue e de imagem para a confirmação do diagnóstico.
No exame de sangue será possível diagnostico quando:
Nos exames de imagem é detectado:
O tratamento varia conforme o tipo de linfoma.
Se o linfoma é de crescimento lento, ele será apenas monitorado, principalmente em relação aos eventuais sinais.
Os tratamentos comuns para linfoma incluem:
Também será possível realizar cuidados paliativos como parte do tratamento.
Os cuidados paliativos ocorrem para controlar os sintomas e efeitos colaterais do tratamento.
Ele consiste em medicamentos, atividades para controlar o estresse e apoio emocional.
Importante considerar que a taxa de sobrevida após o diagnóstico é de 89% das pessoas com linfoma de Hodgkin e 74% das pessoas com linfoma não-Hodgkin.
A medicina vem avançando ao combate ao linfoma não Hodgkin.
Os principais avanços são em relação a pessoas que não respondem ao tratamento, bem como na volta da doença após o tratamento.
Os pacientes diagnosticados com linfoma não Hodgkin são tratados apenas por meio de quimioterapia e radioterapia.
O transplante é indicado para pacientes com melhor estado de saúde e a depender do tipo da doença.
Novos caminhos vem se abrindo para tratar a doença, como o aperfeiçoamento dos quimioterápicos e desenvolvimento de outros tipos de terapias.
O mais importante que essas novas alternativas de terapia referem-se a tratamento por via oral, por meio de medicamentos, desobrigando o paciente a receber o medicamento pela via endovenosa.
Um dos avanços no tratamento são os imunomoduladores biológicos, como a lenalidomida, e o desenvolvimento de inibidores de checkpoints, substâncias que atuam como reguladoras das respostas
imunológicas do organismo.
Também há o anticorpo monoclonais, substâncias, com capacidade de interagir com determinadas proteínas existentes na superfície das células doentes.
Outro novo tratamento é a terapia de CAR-T Cell, baseada na combinação da terapia celular, terapia gênica e a imunoterapia.
Recomendamos este tratamento a pacientes que não respondem à quimioterapia, pois ele pode colocar a doença em remissão e aumentar as chances de cura.
Os médicos devem adaptar as novas terapias especificamente para cada paciente.
Eles devem aplicar as terapias de forma combinada para cada tipo de linfoma.
O linfoma é o câncer mais comum e ocorre no sangue, mas especificamente no sistema linfático.
O sistema linfático tem como função combater as infecções.
Esse câncer aparece principalmente nas regiões do pescoço, axila, virilha.
Os pesquisadores ainda não possuem um resposta definitiva o que causa o linfoma, no entanto, algumas condições facilitam o aparecimento como ter o sistema imunológico enfraquecido por conta do vírus HIV, Epstein-Barr, doenças autoimunes e pessoas transplantadas que tomas medicamentos imunossupressores.
O tratamento conservador consiste na aplicação de quimioterapia, radioterapia, medicamentos e cuidados paliativos para gerenciar os sintomas.
A medicina vem avançando a cada ano e outras terapias já surgiram para o tratamento do linfoma.
Podemos citar tratamento por via oral, evitando o paciente a tomar via endovenosa, como os imunomoduladores biológicos, bem como a terapia de CAR-T Cell, aplicada em paciente que já não respondem mais ao tratamento quimioterápico.
Hoje esses são os avanços no tratamento, mas temos certeza outros tratamentos mais eficientes ainda surgirão.