Inicialmente é importante ressaltar que não há um exame específico para confirmar o diagnóstico de esclerose múltipla.
O diagnóstico continua com uma análise clínica como tipo de sintomas, sua evolução ao longo do tempo, idade e sexo da pessoa, bem como sintomas envolvendo diferentes áreas do sistema nervoso central e ocorrendo em diferentes momentos e a exclusão de outros diagnósticos.
Em 75% dos casos, a esclerose múltipla começa com um surto.
Esse surto abarca o aparecimento de sintomas neurológicos por algumas horas, podendo persistir por dias há algumas semanas, no qual vão desaparecendo gradualmente.
Alguns sintomas podem aparecer com mais frequência que outros como perda de visão de um olho com dor ocular, visão dupla, formigamento nos membros.
Por muito tempo não foi possível realizar o diagnóstico antes do segundo surto.
No entanto, na década de 80 foi possível realizar o diagnóstico por meio de punção lombar, no qual pode saber se há presença de sinais de inflamação do líquido cefalorraquidiano.
A esclerose múltipla é uma doença autoimune, ou seja, o sistema imunológico ataca as células saudáveis.
O sistema imunológico ataca as células da mielina, a bainha protetora que envolve os nervos do cérebro e da medula espinhal.
Os danos à bainha de mielina interrompem os sinais nervosos do cérebro para outras partes do corpo.
Os fatores que podem desencadear a esclerose múltipla são:
Podemos elencar como principais sintomas:
Por outro lado, as complicações que a esclerose múltipla traz são:
O diagnóstico ocorre por meio da realização de uma Ressonância magnética – Clínica Rossetti">ressonância magnética para localizar eventuais lesões (áreas de dano) no cérebro ou
na medula espinhal que indicam esclerose múltipla.
A ressonância magnética pode ser considerada um exame completo, pois será possível verificar se aparecem lesões clinicamente silenciosas, ou seja, lesões que não há sintoma.
O exame mostra a presença de lesões antigas e a natureza ativa da doença, seja revelando lesões ativas com contraste ou novas lesões durante o acompanhamento por ressonância magnética.
A punção lombar pode ser feita para verificar se há lesões se desenvolvem como resultado de danos à bainha de mielina que envolve os nervos.
Para o diagnóstico precoce, há novos tratamentos imunomoduladores que permitem diminuir o risco de novos surtos e a redescoberta de um surto precoce, tanto da bainha de mielina como da própria fibra nervosa.
Essas possibilidades realçam a importância do diagnóstico e tratamento precoces da doença.
A esclerose múltipla não tem cura, mas tem tratamento.
O tratamento se baseia no controle dos sintomas e retardando a progressão da doença.
O tratamento deve prever:
A adoção de um estilo de vida saudável pode ajudar a retardar a progressão da doença.
As principais medidas para a prevenção de surto são:
Os sintomas são, em sua maioria, inespecíficos, o que retarda um diagnóstico precoce e impacta no tratamento.
No entanto, a confirmação com o diagnóstico somente ocorre quando há surtos ou ataques agudos.
O diagnóstico precoce da esclerose múltipla é essencial para o controle da inflamação dos neurônios e seu processo de desmielinização, reduzindo a taxa de surtos e possíveis sequelas.
Mas a dificuldade em realizar o diagnóstico antes de um surto é grande, pois a pluralidade dos sintomas esbarra no tratamento precoce da doença.
Como as inflamações pode ocorrer em diversas partes do cérebro, por essa razão os sintomas são muito variados.
Por conta dos sintomas variados, o paciente acaba procurando outras especialidades médicas, o que retarda um diagnóstico precoce.
Outro fato que prejudica esse diagnóstico e a fase de remissão, no qual após o aparecimento dos sintomas ocorre um período de silenciamento da doença.
Quando mais cedo fechar o diagnóstico, menos chances existe de ter sequelas.
Em síntese, a esclerose múltipla é uma doença autoimune.
Trata-se de uma doença em que o sistema imunológico ataca as células da mielina, a bainha protetora que envolve os nervos do cérebro
A inflamação à bainha de mielina interrompem os sinais nervosos do cérebro para outras partes do corpo.
Por essa razão alguns sintomas passam a aparecer, como dupla visão, dificuldade em locomoção e fraqueza muscular.
Infelizmente a esclerose múltipla é somente diagnosticada após a ocorrência do primeiro surto.
Pela dificuldade em relação aos sintomas que se assemelham a outras doenças, o diagnóstico tardio pode acarretar eventual sequela.
O grande desafio para a medicina é o diagnóstico precoce, onde na apresentação dos sintomas iniciais já é possível confirmar a doença.
A esclerose múltipla pode ser confirmada pela ressonância magnética, bem como pela punção lombar, no qual é possível verificar se há sinais de inflamação do líquido cefalorraquidiano.
Por essa razão, na presença de qualquer dificuldade neurológica, é importante que o profissional realize os exames citados anteriormente de modo a descartar ou confirmar a doença.
A esclerose múltipla não tem cura, mas tem tratamento, e quanto mais cedo ocorrer o tratamento menores a chances da progressão da doença.