O pólipo uterino, também conhecido como pólipo endometrial, forma-se como resultado do crescimento excessivo das células do revestimento do útero (endométrio).
O pólipo endometrial geralmente não é canceroso (benigno).
Ele se diferencia dos miomas, pois esse se origina da musculatura uterina e, portanto, podem ocorrer em qualquer parte do útero.
Os pólipos se originam do revestimento do próprio útero.
Ademais, variam em tamanho e podem ser único ou múltiplos e geralmente ocorrem na parte superior do útero.
Importante ressaltar que o pólipo endometrial têm uma pequena probabilidade de serem malignos (3%).
O útero é composto de músculos, tendo o revestimento interno composto de tecido endometrial que cresce e encolhe durante o ciclo menstrual.
Após um período, o revestimento cresce rapidamente sob a influência de hormônios como o estrogênio.
O pólipo endometrial são áreas que crescem um pouco a mais, e acabam se espalhando, todavia permanecem presos.
É raro os pólipos crescerem de forma desproporcional e chegarem ao tamanho de uma laranja.
O estrogênio é responsável pelo endométrio ficar mais espesso a cada mês durante o ciclo menstrual.
Esse espessamento provavelmente contribui para o crescimento do pólipo uterino.
Muitos fatores de risco para pólipos uterinos envolvem a exposição do corpo a grandes quantidades de estrogênio.
O principal sintoma são os sangramentos anormais, no entanto, os pólipos endometriais também podem causar cólicas intensas durante a menstruação, mas não com frequência.
Eles são assintomáticos, sendo raro a evolução para o câncer.
Quando há o crescimento espalhando por toda a cavidade uterina podem provocar sintomas, principalmente sangramento e interferir na fertilidade.
Cerca de 7% a 34% de mulheres que apresentam algum tipo de sangramento uterino anormal têm a doença.
Os principais sintomas são:
O sangramento uterino anormal pode aumentar com a idade.
Em mulheres na pré-menopausa a ocorrência é menor do que mulheres que estão na pós-menopausa.
A idade é um importante fator de predisposição.
Os pólipos uterinos aparecem mais entre os 40 e 50 anos, na época em que está se aproximando da menopausa.
No entanto, podem aparecer após a menopausa, sendo raro afetar pessoas com menos de 20 anos.
A probabilidade de aparecimentos dos pólipos são pessoas:
Os pólipos são mais comuns em pessoas que passaram pela menopausa do que aquelas que não passaram.
As mulheres na pós-menopausa em terapia de reposição hormonal têm maior incidência de pólipos endometriais, por conta da estimulação do endométrio pelo estrogênio.
Alguns exames de imagem são realizados para a confirmação da doença.
Além de confirmarem o diagnóstico, detectam outras doenças como a endometriose e os miomas uterinos, que possuem manifestações semelhantes.
O primeiro exame é a ultrassonografia transvaginal, realizado ainda no início do ciclo menstrual, quando o endométrio está mais fino.
Por meio desse exame, é possível saber a quantidade e o tamanho dos pólipos.
No entanto, a histeroscopia ambulatorial é o principal exame para diagnosticar com precisão a doença.
Durante o procedimento é feita a coleta de material para biópsia para determinar se o pólipo é maligno ou benigno e descartar a possibilidade de tumores uterinos e hiperplasia endometrial, que possuem características semelhantes as dos pólipos.
Importante esclarecer, que na década de 80 houve um aumento do diagnóstico de pólipos uterinos, principalmente por conta do acesso facilitado à cavidade uterina por meio da ultrassonografia.
O pólipo endometrial é formado por tecido endometrial, no qual responde aos efeitos hormonais, nesse caso o estrogênio.
De outra banda, o pólipo endocervical é formato por tecido do canal endocervical (que compõe o colo do útero) e não responde aos estímulos hormonais.
Trata-se do crescimento dos tecidos e são lesões benignas.
Podem ser originados por infecções ou inflamações crônicas.
Os pólipos endocervicais também não apresentam sintomas.
No entanto, pode apresentar alguns sintomas:
Para os pólipos menores recomenda-se apenas o acompanhamento, pois a tendência é retrocederem, desde que não apresentem características cancerígenas.
Já os pólipos maiores devem ser tratados com medicamentos hormonais, que agem promovendo a redução e aliviando os sintomas.
A cirurgia deve ser realizada apenas quando ocorrer a infertilidade, se tiverem com sinais cancerígenos ou sintomas severos.
Desse modo, podemos elencar os seguintes métodos de tratamento:
A vantagem da histeroscopia é que ela é precisa, pois pode ser visualizado e removido.
É possível evitar o reaparecimento dos pólipos com a inserção de um DIU Mirena e a ressecção endometrial.
O DIU Mirena é uma boa escolha para mulheres que desejam preservar suas opções de gravidez.
A ressecção endometrial pode ser um método preferencial de prevenção, pois é realizado com um método chamado histeroscopia, onde é retirado o excesso de tecido interno do útero.
Apenas cerca de 5% dos pólipos uterinos são cancerígenos.
O risco é maior de um pólipo ser cancerígeno se ocorrer na pós-menopausa ou se estiver com sangramento anormal.
Em alguns casos, um pólipo benigno pode se assemelhar a um câncer uterino.
Os pólipos endometriais são formados pelo crescimento excessivo das células do revestimento do útero (endométrio).
Geralmente esses pólipos não são cancerígenos.
O aparecimento decorre principalmente da exposição do hormônio estrogênio e durante a menopausa e pós-menopausa.
O tratamento pode ser realizado com medicamentos para manter os hormônios ou com a retirada dos pólipos por meio polipectomia uterina.
Por isso, é importante realizar os exames preventivos, pois muitas vezes os pólipos são assintomáticos, de modo a evitar eventual agravamento da doença.
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